Desafios das coberturas vacinais são apresentados no 15º Simpósio Brasileiro de Vacinas

Para debater os desafios das coberturas vacinais no País, o 15º Simpósio Brasileiro de Vacinas, que acontece nesta semana em Aracajú (SE), recebeu como palestrante a dra. Ana Goretti Maranhão, do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde. Durante sua conferência, ministrada nesta quinta-feira (16), apresentou os atuais índices de imunizações no País, com ênfase nas possíveis causas que têm contribuído para a baixa cobertura vacinal.

De acordo com a dra. Ana Goretti, é preciso reforçar as estratégias de adesão para que o sucesso do PNI seja mantido, em especial entre as crianças. "A partir de 2016, ficou mais evidente uma redução progressiva da cobertura de diferentes vacinas do calendário infantil, entre elas, sarampo, poliomielite e tríplice viral. Em 2018, a situação se agravou e nenhuma das imunizações atingiu a meta, com exceção da BCG", alertou.

Segundo os dados mais recentes do Programa, cerca 35% dos municípios brasileiros, espalhados por todas as cinco regiões do País, apresentam uma cobertura abaixo de 70% para todas as vacinas. Além disso, imunizações que deveriam ser aplicadas concomitantemente têm demonstrado diferente níveis de cobertura.

PAPEL DO PEDIATRA – Em sua fala, a dra. Ana Goretti ressaltou a importância dos pediatras e demais profissionais de saúde prescreverem as vacinas a seus pacientes e familiares, uma vez que a recomendação enfática do médico é um dos fatores mais importantes para a adesão da população.

Para a dra. Ana Goretti, o passo mais importante é ampliar a divulgação sobre a relevância das vacinas por meio do engajamento conjunto de médicos, Poder Público e toda a sociedade. "É fundamental que o Governo dê continuidade aos investimentos para capacitar as equipes e que as campanhas sejam assumidas como responsabilidade de todos", concluiu.

MULTIFATORES – "As causas desse problema são variadas. Ao longo dos anos, o próprio sucesso do PNI acabou fazendo com que as pessoas esquecessem da gravidade das doenças infectocontagiosas e, por isso, parte da população tem negligenciado as vacinas. Há também em menor escala a ação de grupos antivacina, que disseminam informações falsas e reforçam alguns boatos", afirmou.

Além disso, para a especialista, parte do problema também está relacionado à falta de adaptação dos municípios ao novo Sistema de Informações do PNI, que ainda está em fase de implementação, dificultando assim o registro de todas as aplicações.

"Algumas medidas estão sendo iniciadas para reverter o processo de queda das coberturas. A expansão no horário de funcionamento dos postos de saúde, por exemplo, é uma de nossas preocupações. Grande parte dos pais têm dificuldades de levar o filho ao posto em função do trabalho. A ampliação do expediente das unidades de saúde é outro fator que precisa ser enfrentado"

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