Em live, especialistas debatem a vacinação contra a influenza em tempos de COVID-19

A influenza em tempos de pandemia foi o tema de mais uma live realizada pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) na última segunda-feira (29), com transmissão exclusiva pelo site da instituição, com o apoio da Sanofi Pasteur. O debate teve a participação do presidente do Departamento Científico de Imunizações da SBP, dr. Renato Kfouri; do pediatra, epidemiologista e mestre em Medicina Tropical, dr. José Geraldo Leite Ribeiro; e da especialista em pediatria do Programa Nacional de Imunização (PNI) do Ministério da Saúde, dra. Ana Goretti Kalume.

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Os temas abordados englobaram o calendário de vacinação infantil durante a pandemia; estratégias de vacinação, principais riscos com o atraso vacinal; coberturas vacinais na população pediátrica; e disponibilização da vacina pós-campanha.

Em sua explanação, dr. Renato Kfouri apresentou a capacidade de contágio do novo coronavírus em comparação a outras doenças virais de importância de saúde pública. “Os dados chamam a atenção de muitos países, especialmente aqueles que já estão iniciando o período pós-pandemia, uma vez que, devido ao isolamento social, os índices de cobertura vacinal diminuíram e, consequentemente, poderá surgir uma nova onda de doenças tão graves como a Covid-19”, salientou.

Já o dr. José Geraldo ressaltou a importância da epidemiologia para o diagnóstico das infecções respiratórias, tais como influenza e vírus sincicial respiratório (VSR). “Essas doenças causam não somente quadros sistêmicos, mas podem ocorrer também quadros de otite e faringite”, exemplificou.

Ele destacou ainda que a circulação do vírus influenza em crianças causa grande impacto nos serviços de saúde, aumentando de 30% a 50% o número de consultas e de 50% a 100% os casos de hospitalizações e consultas em serviços de emergência. “Além disso, outro problema grave é que diante de uma doença que causa febre alta, mal estar e abatimento, muitas vezes lançamos mão dos antibióticos e o uso inapropriado desses medicamentos para combater a influenza é uma das principais causas de resistência bacteriana no nosso meio”, observou.

BALANÇO – Representante do PNI, dra. Ana Goretti, apresentou os dados da Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza 2020, iniciada em março. O balanço mostrou que quase 26 milhões de pessoas tomaram a vacina na fase 1, voltada para os idosos e trabalhadores da área da saúde.

Em abril, a fase 2 – que engloba os doentes crônicos, povos indígenas, membros das forças armadas, caminhoneiros, motoristas e cobradores de transportes coletivos, trabalhadores portuários e do sistema prisional – imunizou quase 16 milhões de pessoas.

A fase 3, iniciada em maio e dividida em duas etapas, vacinou quase 37 milhões de pessoas desse grupo composto por crianças (6 meses a 5 anos de idade), gestante, puérperas (até 45 dias de pós-parto), pessoas com deficiência, professores e pessoas com idade entre 55 e 59 anos.

“Desde 2017 não se consegue ter a cobertura vacinal adequada. Neste ano, alcançamos 86,76%. No ano passado, o índice foi maior, chegando a 91,56%”, evidenciou.


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