Uma mesa-redonda sobre neurologia pediátrica trouxe aos participantes estudos e reflexões sobre os impactos neurológicos de doenças endêmicas e pandêmicas, como sarampo, dengue, covid-19 e zika. O momento foi mediado pela neurologista pediátrica dra. Valéria Loureiro Rocha, e contou com apresentações do dr. Sérgio Antônio Antoniuk, dra. Magda Lahorgue Nunes e dr. Marcio Moacyr de Vasconcelos.
O dr. Sérgio Antoniuk falou sobre os impactos neurológicos do sarampo e da dengue. No início da apresentação, ele perguntou aos participantes quantos dos que estavam presentes já tinham atendido casos de sarampo ao longo de suas carreiras.
Em seguida, fez a mesma pergunta em relação aos atendimentos de casos da dengue e comparou as manifestações. Como reflexão, ponderou que o baixo número de casos de sarampo na prática clínica está relacionado à existência e à consolidação, durante anos, das campanhas de vacinação contra o sarampo.
O palestrante apresentou estatísticas das duas doenças, o mapa da distribuição dos casos no Brasil e elencou as principais complicações neurológicas registradas após a manifestação do sarampo e da dengue. Reforçou, ainda, que, para o sarampo, existe vacina e fez elogios à recente ampliação da faixa etária apta a receber o imunizante dentro das campanhas nacionais. A vacina está sendo aplicada em crianças que tenham entre seis meses de idade e menos de cinco anos.
A dra. Magda Lahorgue Nunes trouxe uma série de estudos que mostram as complicações neurológicas provocadas pelo zika vírus, com destaque para a microcefalia. “Com dois anos de covid a gente esqueceu do zika. Mas as crianças sobreviventes do zika ainda estão por aí, hoje com cinco, seis anos de idade e possuem alterações estruturais no sistema nervoso central, que vão além da microcefalia”, destacou.
O último momento foi conduzido pelo dr. Marcio Moacyr de Vasconcelos, que trouxe dados e análises sobre as complicações neurológicas pós-covid-19, com destaque para a Síndrome Inflamatória Sistêmica. Ele ponderou que, apesar da taxa de letalidade da doença em crianças ser baixa, não foi zero.
Ao apresentar números que relacionam a cobertura vacinal em 11 estados norte-americanos com as hospitalizações em faixa etária pediátrica, destacou o crescimento no número de internações das crianças que estão na faixa etária não coberta pela vacina (menores de cinco anos de idade). “Isso serve para mostrar o valor da vacinação”, defendeu.
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