Publicado em 17 de julho de 2018 – por Chloé Pinheiro
A taxa de mortalidade infantil, que contempla mortes entre crianças de 0 a 5 anos, subiu 4,8% em 2016, segundo dados divulgados nesta semana pelo Ministério da Saúde. Em 2016, foram 14 óbitos para cada mil nascidos vivos contra 13,3 em 2015. É a primeira vez desde 1990 que o indicador sobe ao invés de diminuir. Na época, a taxa era de 47 mortes por mil nascimentos.
(...) SBP se posiciona
A SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) divulgou nesta terça-feira, 17, uma nota aos brasileiros pedindo “união de forças” contra a mortalidade infantil. Na avaliação da entidade, o zika e o impacto da crise econômica na situação financeira da população não devem ser considerados os únicos responsáveis pela mudança nos indicadores.
O texto aponta problemas que já haviam sido pontuados pela SBP ao governo e ao Ministério da Saúde e que podem influenciar no aumento. Entre eles, a falta de recursos e infraestrutura, desvalorização de profissionais que prestam cuidados, desmonte de equipes especializadas no atendimento infantil e dificuldade de acesso dos pacientes a serviços como consultas, exames, internações e cirurgia.
“Nós atingimos a meta do milênio de reduzir a mortalidade infantil em dois terços, mas, depois disso, parece que houve um relaxamento do Estado”, comenta Alexandre Miralha, do Departamento Científico de Neonatologia da SBP. Esse afrouxamento de medidas importantes de saúde pública foi acompanhado, por outro lado, da volta de algumas doenças e perigos que haviam diminuído.
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