Programa Criança e Natureza apresenta relatório de impacto de atividades, que conta com a colaboração da SBP

Com o objetivo de apresentar os esforços realizados nos últimos cinco anos pelo programa Criança e Natureza, o Instituto Alana divulgou um relatório de impacto com um panorama das atividades. Na publicação, há destaque para atividades realizadas em conjunto com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) – que firmou parceria com o projeto quando criou o Grupo de Trabalho (GT) Criança, Adolescente e Natureza.

LEIA AQUI O RELATÓRIO DE IMPACTO CRIANÇA E NATUREZA

O Grupo – formado por especialistas da SBP e a coordenadora do Criança e Natureza, Laís Fleury – lançou, em maio de 2019, o “Manual de Orientação Benefícios da natureza no desenvolvimento de crianças e adolescentes”. O objetivo foi orientar e inspirar pediatras, famílias e educadores sobre a importância do convívio de crianças e adolescentes em meio à natureza, para a sua saúde e bem-estar.

Em parceria com a SBP, também foi feita uma palestra acerca do assunto no 39º Congresso Brasileiro de Pediatria, que ocorreu entre os dias 9 e 12 de outubro de 2019, em Porto Alegre (RS). Na ocasião, o tema criança e natureza foi incluído oficialmente entre as principais pautas da SBP, que distribuiu dois mil exemplares do Manual de Orientação.

Para Laís Fleury, trabalhar com a SBP no projeto traz respaldo técnico e científico sobre a importância da natureza para a saúde das crianças e adolescentes, além de ampliar o alcance para ambas as partes e oferecer a oportunidade para que cada um contribua com o seu conhecimento e práticas específicas para atingir um objetivo comum.

“Cada instituição tem as suas redes e temos em comum a pauta pelo interesse em infâncias ricas em natureza para o bem-estar e saúde das crianças e do planeta. O trabalho em parceria é uma forma de termos multiplicadores da pauta em diferentes meios e redes. Hoje podemos contar com pediatras e especialistas da SBP, que também passaram a ser advogados dos benefícios que o contato com a natureza traz para as crianças e adolescentes”, disse.

Além disso, a presidente da SBP, dra. Luciana Rodrigues Silva, tem apresentado o Manual em diversos eventos técnicos e científicos, o que tem feito com que o conteúdo seja mais disseminado ainda pelos pediatras de todo o País. “Os efeitos da urbanização promoveram um distanciamento da natureza, a redução das áreas naturais e a poluição ambiental, assim como a falta de segurança e de qualidade nos espaços públicos ao ar livre, levam a população a passar a mais tempo em ambientes fechados e isolados. Sabemos que essa é uma questão ainda mais complicada nesse momento da pandemia”, enfatiza dra. Luciana.

Essas ações em parceria com a SBP explicitam dois grandes marcos apresentados no eixo saúde no relatório. Além deles, há destaque também para a entrada do tema criança e natureza na pauta da saúde mental, através da articulação com organizações como o Fórum de Medicalização da Educação e da Sociedade, o Grupo de Apoio à Queixa Escolar, do Instituto de Psicologia da USP, e a Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional, maior e mais importante rede de fomento à Psicologia Escolar em todo o país; a correalização, com o Instituto de Psicologia da USP, do I Encontro Natureza e (Des)medicalização, com a participação de mais de 100 pessoas e apresentação de 18 trabalhos; e a formação de cerca de 600 educadores e profissionais da saúde.

OUTROS MARCOS – No relatório, são apresentadas ainda diversas ações, promovidas desde 2015, nos outros eixos do programa Criança e Natureza. Entre os grandes marcos no eixo educação estão a formação de 120 mobilizadores de grupos natureza em família, em São Paulo e no Rio de Janeiro, em parceria com UMAPAZ, Movimento Boa Praça, Brincacidade, WWF e Parque Nacional da Tijuca; o lançamento da publicação “Desemparedamento da Infância: a escola como lugar de encontro com a natureza”, em São Paulo, Novo Hamburgo e Rio de Janeiro; e mais.

Já no eixe cidades, há um destaque para a assinatura do Termo de Cooperação entre a cidade de Jundiaí e o Instituto Alana para promover a formação de técnicos da prefeitura, que resultou na formação do GT Intersetorial Criança e Cidade; a realização da I Missão Técnica Criança e Natureza: cidades mais verdes e amigáveis às crianças, em Freiburg, Alemanha, com participação de 17 delegados; entre outros.

O eixo conservação da natureza, por sua vez, teve como alguns dos grandes marcos a Fundação Grupo Boticário tornar-se financiadora do filme O Começo da Vida 2 - Lá Fora; a pauta criança e natureza ser inserida pela primeira vez entre os temas do Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CEBUC), o mais importante do setor no Brasil; e, pela primeira vez, o evento Parques do Brasil, do Instituto Semeia, abordar temas relacionados à infância.

Nesses primeiros cincos anos, também foram promovidas edições anuais do “Seminário Criança e Natureza”, que reuniram mais de 1.600 participantes, que vieram de mais de 20 estados brasileiros e até de outros países como Argentina, Chile, Peru Portugal, e contaram com palestras de 45 especialistas brasileiros e estrangeiros.

Além do Seminário, foram organizados também encontros regionais, em Porto Alegre (RS), Goiânia (GO), Belo Horizonte (MG), Natal (RN), Brasília (DF), Florianópolis (SC) e Recife (PE), que congregaram mais de 700 participantes. O objetivo foi engajar e articular, localmente, representantes de instituições governamentais, acadêmicas, de associações civis, escolas, movimentos sociais e agentes de saúde para compartilhar conhecimentos e experiências, sensibilizar e catalisar novas oportunidades para a construção de cidades mais humanas e amigáveis às crianças.

CONHECIMENTO – Outro ponto apresentado no relatório foi a questão da publicação do livro “A última criança na natureza: resgatando nossas crianças do transtorno de déficit de natureza”, que apresenta uma abrangente síntese de pesquisas que relacionam a presença da natureza na vida das crianças com seu bem-estar físico, emocional, social e acadêmico; e do documento “Guia acampando com crianças”, cujo objetivo é incentivar famílias a experimentarem uma maneira pouco frequente de incluir natureza na vida das crianças: acampar em áreas naturais protegidas, como as Unidades de Conservação.

O programa Criança e Natureza conta também curadoria e disponibilização de uma biblioteca virtual de materiais e informações sobre o tema e o conhecimento reunido e disponibilizado pelo programa é referência para diferentes públicos no Brasil e em outros países. Foi feito ainda um investimento em pesquisa com a realização do trabalho “Criança e Natureza: um estudo sobre brincar ao ar livre em contextos urbanos no Brasil”. A pesquisa foi realizada por encomenda do programa ao instituto de pesquisas Vox - We Study People e traz um retrato das relações entre infância e natureza no contexto das grandes cidades das cinco Regiões do Brasil.

Há ainda a participação do programa no movimento mundial, com parceria firmada com a Children & Nature Network e com a International School Ground Alliance (ISGA); presença em eventos internacionais de grande importância, nos Estados Unidos, Canadá, Japão, Alemanha, Portugal, Holanda e Suécia, entre outros, contribuindo com a diversidade de olhares sobre a relação entre a criança e a natureza no mundo. Já na América Latina, há mobilização e cooperação entre com lideranças do Peru, Chile e Argentina.

“Nosso intuito com este relatório é dar mais transparência às ações do programa Criança e Natureza, que acreditamos ser um trabalho possível em parceria de especialistas, pesquisadores, organizações, instituições acadêmicas e o poder público. Com o relatório, acreditamos trazer a dimensão deste olhar sistêmico, de que para garantir que as crianças tenham uma infância rica em natureza é uma responsabilidade compartilhada”, concluir Laís Fleury, coordenadora do programa.

*Com informações da Assessoria do Instituto Alana/Programa Criança e Natureza 


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