Saúde na Era Digital e uso de drogas são abordados em Fórum sobre Adolescência, em São Paulo

Um espaço de integração social para trocar experiências e esclarecimentos sobre temas referentes à adolescência contemporânea junto aos pais, educadores, congressistas, adolescentes e jovens. Sob esta concepção foi realizado o “Fórum sobre Adolescência: fortalecendo as famílias” nesta quinta-feira (23). O evento, que aconteceu em paralelo ao 15º Congresso Brasileiro de Adolescência, em São Paulo (SP), foi coordenado pelo dr. Edmilson de Castro e dra Elizabeth Cordeiro Fernandes.

O tema central do debate ocorrido na Escola Viva, um dos locais escolhidos para sediar o encontro, girou em torno do “Mundo digital: entre heróis e vilões” e foi coordenado pela dra. Carolina Maria Soares Cresciulo, dra. Maria Dulcinea Fernandez de Oliveira e dra. Claudete Ribeiro de Lima. Os facilitadores foram os professores Aline Bitencourt Monge, Marina Beltrame, Marcelo Feitosa, e Maria de Fátima Marinho de Souza.

O grupo, formado por aproximadamente 80 pessoas – entre adolescentes e jovens, educadores, profissionais que atuam com adolescentes do Sistema de Garantia de Direitos, educadores sociais e congressistas – acompanhou as palestras conduzidas pela dra. Elizabeth Cordeiro Fernandes e dra. Bianca Lundberg sobre como a tecnologia influencia a vida e a saúde das pessoas, especialmente os adolescentes.

Entre os tópicos abordados pela dra. Bianca estavam questões relacionadas ao uso de aplicativos para atividades físicas, atendimento médico, ajuda nutricional e dietas, monitorização da rotina, chatbots, entre outros dispositivos tecnológicos e seus impactos (positivos e negativos) no cotidiano dos jovens.

“Se os adolescentes não forem bem preparados, eles terão dificuldades para lidar com a tecnologia, no sentido de absorver e separar o que é bom ou ruim. Duas horas contínuas conectado já são suficientes para a dependência digital, com graves consequências como a perda de sono, sedentarismo, queda no rendimento escolar, entre outros problemas“, complementou a dra. Elizabeth, do Departamento Científico de Adolescência da SBP.

A especialista reforçou a importância de se estabelecer limite de tempo para o uso de telas para as crianças, mesmo os adolescentes. “É preciso tratar do tema nas consultas médicas e também nas escolas. Além disso, deve haver um monitoramento da família em relação aos conteúdos acessados pelos filhos”, defendeu.

CARTA DE SÃO PAULO – Durante o encontro, os participantes redigiram a Carta de São Paulo, documento que contempla os destaques dos especialistas sobre o uso de tecnologias, a partir de questões disparadoras feitas durante as palestras, e cujos tópicos poderão resultar ou nortear novos documentos científicos voltados à saúde dos adolescentes.

“Propomos o incentivo da procura de opiniões diversas para desconstruir um imaginário preconceituoso e um exercício de ouvir. Não pensamos que o controle dos responsáveis seja benéfico para a resolução do conflito (...) Propomos uma maior conscientização dos jovens e adultos para o autocontrole quanto ao uso da tecnologia. Pois, afinal de contas, os filhos não fazem o que os pais mandam, eles os imitam”, diz trecho da Carta.

“A Carta de São Paulo será entregue à diretoria-executiva da SBP e poderá servir como parâmetro para os temas propostos pelos adolescentes e também de escopo para a produção de documentos científicos voltados a este grupo especifico”, afirmou a dra. Elizabeth Fernandes.

USO DE DROGAS – Outra etapa da do Fórum foi realizado no anfiteatro da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), onde familiares, educadores, profissionais de saúde e congressistas acompanharam palestras sobre “o uso de substâncias psicoativas”. Na ocasião, foram apresentados dados entre adolescentes e jovens da América Latina que utilizam drogas e como os pais podem identificar e quais procedimentos fazer caso seus filhos estejam usando entorpecentes.

Cerca de 25 pessoas participaram da atividade, que foi coordenada pela dra. Beatriz Bermudez e dra. Dalva Alves Silva. As palestras foram conduzidas pela dra. Mônica Elba Borile, da Argentina, e dr. João Paulo Becker Lotufo, representante da Sociedade Brasileira de Pediatria para assuntos sobre álcool, tabaco e drogas.


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