O Departamento Científico de Gastroenterologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) elaborou nota de alerta com recomendações para os pacientes pediátricos com Doença Inflamatória Intestinal (DII) durante a pandemia de COVID-19. O documento disponibiliza informações com base nos dados das opiniões de especialistas e ressalta que estas devem ser interpretadas no contexto de cada paciente.
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De acordo com o documento, atualmente existe uma preocupação crescente com o risco de os pacientes com DII serem infectados com o SARS-CoV-2, visto que a presença de comorbidades está associada a piores desfechos clínicos em pacientes com COVID-19. Além disso, muitos pacientes com DII fazem uso de imunossupressores para induzir e manter a remissão da doença.
O uso de tais compostos tem sido associado a um risco aumentado de infecções, no entanto, diferentemente dos agentes virais comuns (Adenovírus, Rinovírus, Norovírus, Gripe, Vírus Respiratório Sincicial), os coronavírus não demonstraram causar uma doença mais grave em pacientes imunossuprimidos.
“Para esta família de vírus, a resposta imunológica do hospedeiro aparece como o principal fator de dano ao tecido pulmonar durante a infecção; nesse cenário, um hospedeiro imunocomprometido pode ser potencialmente protegido por uma resposta imune mais fraca contra o vírus, diminuindo a cascata imunológica de citocinas inflamatórias”, sinaliza a nota de alerta da SBP.
“O grupo pediátrico de DII da ESPGHAN descreveu a experiência de 102 centros pediátricos de DII afiliados ao grupo. Até 26 de março de 2020, foram relatadas 7 crianças com DII que foram infectadas pela COVID-19, todos os pacientes apresentaram doença leve, sem necessidade de internação, mesmo os em uso de imunossupressor. A DII permaneceu estável e os medicamentos foram suspensos durante a infecção”, comentam na nota de alerta os especialistas do DC de Gastroenterologia da SBP.
Com base nos dados disponíveis, o documento da SBP conclui que as crianças com DII têm um curso predominantemente benigno de COVID-19, com sintomas leves e quase nenhuma mortalidade relatada. Crianças com DII, em tratamento ou não com imunossupressores, não parecem ter um risco aumentado de infecção pelo SARS-CoV-2 em comparação com a população em geral.
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