SBP divulga Manual de Orientação sobre Hipertensão arterial na infância e adolescência


A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é um problema de saúde pública mundial. Para auxiliar os pediatras brasileiros a realizar o diagnóstico da doença, cada vez mais prevalente em crianças e adolescentes, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou o Manual de Orientação “Hipertensão arterial na infância e adolescência”. No documento, são abordadas as principais atualizações sobre o tema com base na Diretriz Internacional lançada em 2017.

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O conteúdo do documento foi elaborado pelo Departamento Científico de Nefrologia da SBP, que é composto pela dra. Nilzete Liberato Bresolin (presidente); dra. Lucimary de Castro Sylvestre (secretária); dr. Arnauld Kaufman; dra. Anelise Uhlmann; dra. Clotilde Druck Garcia; dr. Olberes Vítor Braga de Andrade; dr. Rubens Wolfe Lipinski.

As mudanças apresentadas incidem sobre aspectos como: nomenclatura, classificação, tabelas e estadiamento da pressão arterial na infância e adolescência; métodos de investigação das causas; tratamento medicamentoso inicial; avaliação dos órgãos alvo e níveis de pressão arterial pós-tratamento; e seguimento ambulatorial do hipertenso

PRESSÃO - “A partir da Diretriz de 2017 (EUA), houve modificações na Classificação da Pressão Arterial na Infância e Adolescência. Para o diagnóstico, consideram-se valores de pressão arterial sistólica e/ou diastólica iguais ou superiores ao Percentil 95 para sexo, idade e percentil da altura em três ou mais ocasiões diferentes”, exemplifica o texto.

Segundo a publicação, no geral, crianças e adolescentes hipertensos são assintomáticos, por isso, crianças maiores de 3 anos devem ter sua pressão arterial verificada pelo menos uma vez por ano. Entretanto, alguns pacientes podem apresentar quadro de cefaleia, irritabilidade e alterações do sono.

Os pediatras também devem estar atentos a sinais e sintomas que podem sugerir o envolvimento de um órgão ou sistema específico, como coração (dor torácica, palpitação), rins (edema, fadiga), entre outros. Durante a investigação das causas, é fundamental que seja realizado um exame físico detalhados e averiguada a história clínica, com o objetivo de identificar uma causa secundária da HAS.

TABELAS - No documento, é possível encontrar um passo a passo para a interpretação de diferentes tabelas de pressão arterial, entre elas, percentis para meninas e meninos por idade e percentis de estatura; classificação de acordo com a faixa etária; valores de pressão arterial que requerem avaliação adicional; e valores estimados após duas semanas, em recém-nascidos de 26 a 44 semanas de idade pós-concepção.

O texto indica ainda que exames complementares, como a Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial (MA), podem ser realizados na tentativa de confirmar o diagnóstico, de identificar alguma causa secundária da HAS e determinar alterações em órgãos-alvo.

TRATAMENTO - Na maioria dos casos, a terapia ocorre de maneira não medicamentoso, a partir de mudanças no estilo de vida, como novos hábitos alimentares e prática de atividades físicas. A redução do consumo de sal, carne vermelha, açúcares, gorduras saturadas e colesterol e gorduras totais são fundamentais para evitar o uso de fármacos e desenvolvimento da HAS.

A publicação aborda ainda quando iniciar o uso de medicamentos e os aspectos que devem ser considerados para a escolha do remédio ideal, como a doença de base, experiência do médico, disponibilidade do medicamento e efeitos colaterais.


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