SBP divulga nota de alerta sobre prevenção e abordagem da infecção por COVID-19 em mães e recém-nascidos

Para sistematizar fluxos assistenciais e práticas clínicas durante o período da pandemia pelo novo coronavírus, o Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou nesta quarta-feira (25) a nota de alerta “Prevenção e abordagem da infecção por COVID-19 em mães e recém-nascidos em hospitais-maternidades”.

O documento compilou informações técnicas baseadas nas melhores evidências disponíveis ou em painéis de especialistas e será atualizado de acordo com novos consensos, evidências científicas ou recomendações ministeriais de controle da doença.

ACESSE AQUI A ÍNTEGRA DA NOTA.

De acordo com o documento, os hospitais-maternidades devem manter comissões permanentes para discussão, apoio e comunicação à equipe assistencial e mães e famílias, além de documentos escritos de orientações.

O texto ressalta que o percurso da mulher e da criança na integração do cuidado hospitalar à atenção primária à saúde e atenção ambulatorial especializada precisam ser sistematizados e assegurados.

ORIENTAÇÕES – Segundo o documento, a assistência na sala de parto de mulheres assintomáticas e que afirmam ausência de contato com pessoas com infecção causada pelo COVID-19 ou com os sintomas respiratórios associados ao vírus deve-se manter as práticas clínicas preconizadas de assistência ao nascimento, de acordo com as normas do Programa de Reanimação Neonatal e Diretrizes do Parto Seguro da SBP.

Além disso, o documento traz também as normas aos acompanhantes e visitantes ressaltando, ainda, que as recomendações gerais de controle da doença, de distâncias e afastamentos entre leitos e pessoas, precisam ser asseguradas.

Às mulheres gestantes, parturientes e puérperas com diagnóstico de infecção pelo novo coronavírus ou em esclarecimento diagnóstico, o documento da SBP traz recomendações quanto ao parto, tais como o clampeamento oportuno do cordão umbilical, não sendo recomendado o contato pele a pele.

Outra recomendação refere-se ao alojamento conjunto das mães clinicamente estáveis e recém-nascidos (RN) assintomáticos, cujo isolamento deverá ser mantido em quarto privativo, assegurados dois metros de distância entre o leito da mãe e o berço do bebê.

Para os cuidados com o RN ou amamentação, a mãe deverá usar máscara cirúrgica e higienizar as mãos adequadamente antes e depois do contato, além de manter a distância de dois metros entre o leito materno e o berço nos intervalos de mamadas.

O documento traz ainda orientações que devem ser tomadas nas Unidades Neonatais de Cuidados Progressivos (UNCP), a abordagem clínica dos recém-nascidos com quadro respiratório agudo que demandam cuidados intensivos ou intermediários e as particularidades para a equipe assistencial no que diz respeito ao uso de Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs).


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