SBP divulga protocolo de diagnóstico e tratamento em UTI pediátrica para pacientes com COVID-19

O Departamento Científico de Terapia Intensiva Pediátrica da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou na quarta-feira (20) um Protocolo de Diagnóstico e Tratamento em Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica para pacientes com COVID – 19. O objetivo é auxiliar os profissionais na condução dos casos que possam surgir dentro das unidades pediátricas.

ACESSE AQUI A ÍNTEGRA DA NOTA.

A transmissão do SARS-CoV-2 se dá por meio de gotículas contendo o vírus, que são eliminadas ao falar, tossir ou espirrar a partir de uma pessoa contaminada, cerca de 1 a 2 metros de distância do indivíduo sadio. Outra forma de contrair a doença ocorre ao manipular objetos, brinquedos e superfícies contaminadas com gotículas contendo o vírus e, a seguir, tocar nos olhos, nariz ou boca com as mãos contaminadas.

No entanto, a população pediátrica pode desempenhar papel importante na disseminação da comunidade, pois além da dispersão viral nas secreções nasais, há evidências de dispersão fecal por várias semanas após o diagnóstico, o que representa um desafio para o controle da infecção.

O documento da SBP destaca que a maioria dos casos graves respiratórios em pediatria tem como principal causa outros vírus, como o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), por exemplo. Assim, o diagnóstico etiológico é de extrema importância para não haver desvios de condutas na maioria dos casos em pediatria.

“A maioria das crianças com COVID-19 tem curso clínico favorável e suas manifestações clínicas diferem amplamente das dos adultos. Febre e sintomas respiratórios não devem ser considerados como um forte marcador de COVID-19 em pediatria. Assim, devemos ter muito cuidado no estabelecimento do diagnóstico, já que a maioria dos casos varia de leves a moderado”, ressalta a nota da SBP.

DIAGNÓSTICO – O quadro clínico inicial da doença é caracterizado por síndrome gripal, porém, casos iniciais leves e subfebris podem evoluir para elevação progressiva da temperatura e a febre pode persistir além de 3 a 4 dias. A partir de 3 de abril de 2020, o Ministério da Saúde reconheceu a transmissão comunitária da doença pelo SARS-CoV-2, não havendo mais necessidade da correlação clínico-epidemiológica para considerar um quadro gripal como suspeito.

A detecção do ácido nucleico do SARS-CoV-2 por reação em cadeia da polimerase-transcriptase reversa em tempo real (RT-PCR) é o principal exame de diagnóstico laboratorial. O vírus pode ser detectado em secreções do trato respiratório superior ou inferior (swab ou aspirado de nasofaringe, escarro, aspirado traqueal, lavado broncoalveolar), sangue, urina e fezes.

Quanto ao tratamento cabe a ressalva de que a maioria dos relatos de tratamentos são provenientes de estudos em adultos, alertando para que o bom senso deve prevalecer quando se trata de criança com suspeita ou infecção. Lembrar que entraremos no período de maior circulação do vírus sincicial respiratório, evitando-se, a todo custo, iatrogenia ao conduzir casos suspeitos de COVID-19. Em algumas situações há infecções conjuntas com outros agentes virais ou bacterianos.

TRATAMENTO – Quanto ao tratamento cabe a ressalva de que a maioria dos relatos de tratamentos é proveniente de estudos em adultos, alertando para que o bom senso prevaleça quando se trata de criança com suspeita ou infecção.

A nota de alerta da SBP reforça que o País entrará no período de maior circulação do VSR e que, por isso, deve-se evitar a todo custo a iatrogenia ao conduzir casos suspeitos de COVID-19. “Em algumas situações há infecções conjuntas com outros agentes virais ou bacterianos”, salienta trecho do documento.

De acordo com o documento da SBP, caso o paciente apresente alteração do nível de consciência, choque séptico e/ou disfunção de múltiplos órgãos e sistemas é recomendada a intubação orotraqueal (IOT). A equipe deverá ser formada pelo menor número de pessoas: dois médicos, uma enfermeira, um técnico de enfermagem, devidamente paramentados, ou seja, seguindo rigorosamente as orientações em relação ao uso de equipamentos de proteção individual.

“O paciente deverá ser intubado pelo profissional mais experiente da equipe. A IOT deve ser precedida de sequência rápida de intubação com pré-oxigenação (cateter nasal até 5L/min) ou máscara não reinalante com o menor fluxo possível para manter SaO2 > 94%”, orienta trecho do documento.

ALTA – A nota de alerta da SBP salienta que pacientes podem receber alta do isolamento ou serem transferidos para a enfermaria para continuar o tratamento se todos os seguintes critérios forem atendidos. Já os pacientes suspeitos podem receber alta do isolamento quando a detecção de ácido nucleico viral negativar por duas vezes consecutivas (com intervalo de amostragem de pelo menos um dia). 


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