Os médicos brasileiros já podem contar com um conjunto atualizado de orientações para ajudar no diagnóstico e na prevenção de um problema de saúde cuja prevalência oscila entre 7,1% e 12,5%. Foi lançado nesta semana o Guia Prático para o Manejo da Dermatite Atópica, um consenso elaborado com base na opinião conjunta de especialistas da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (Asbai) e da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
Dividido em duas partes, cada uma com 26 páginas, o trabalho faz uma análise sobre diferentes aspectos relacionados à dermatite atópica (DA), uma doença crônica e recidivante que acomete principalmente pacientes da faixa etária pediátrica e cuja fisiopatologia inclui fatores genéticos, alterações na barreira cutânea e imunológicas.
O objetivo foi oferecer a revisão de esquemas de tratamento disponíveis e empregados no acompanhamento de pacientes com DA, além de apresentar terapêuticas futuras, como os agentes imunobiológicos que em breve estarão à disposição para o tratamento de formas mais graves e/ou refratárias.
DIAGNÓSTICO - De acordo com a revisão elaborada, esse problema de saúde conta com diagnóstico é clínico, sendo que exames complementares auxiliam na determinação dos fatores desencadeantes. A identificação dos fatores irritantes e/ou desencadeantes envolvidos permite melhor controle das crises. Entre os fatores desencadeantes destacam-se os agentes infecciosos, alérgenos alimentares e aeroalérgenos.
“O objetivo desta revisão foi elaborar um documento prático e que auxilie na compreensão dos mecanismos envolvidos na DA, assim como dos possíveis fatores de risco associados a sua apresentação, bem como sobre a avaliação subsidiária disponível para a identificação dos fatores associados à DA”, cita o documento.
Entre os argumentos para a necessidade da revisão, os especialistas apontam o avanço do conhecimento sobre a etiopatogenia da dermatite atópica (DA) avançou muito registrado nas últimas décadas. Além da identificação dos principais agentes desencadeantes e/ou agravantes envolvidos na expressão clínica da DA, se verificou ser a integridade da barreira cutânea um dos pontos fundamentais para a manutenção da homeostase da pele.
HIDRATANTE - O documento recomenda que no tratamento do paciente com DA, além de se evitar dos agentes desencadeantes e/ou irritantes, o uso de hidratantes é parte fundamental, e se acredita que tenha ação preventiva de surtos agudos. Por outro lado, o consenso informa que a aquisição de agentes anti-inflamatórios de uso tópico tem permitido o controle de pacientes com formas leves a moderadas da DA.
O trabalho acrescenta ainda que, embora tenham uso mais restrito, os agentes imunossupressores sistêmicos também têm sido empregados no tratamento de pacientes com DA grave ou refratária aos procedimentos habituais. “Comenta-se também a imunoterapia alérgeno-específica como tratamento adjuvante da DA para alguns pacientes, sobretudo alérgicos aos ácaros e com manifestações respiratórias associadas. A aquisição de novos agentes, os imunobiológicos, também é apresentada à luz das evidências científicas e clínicas atuais”, destaca o texto.
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