SBP inova e aplica metodologia ativa de aprendizagem na programação científica do 16º Pneumoped

 A aproximação entre professores e congressistas tem sido um desafio nos eventos científicos. Preocupada em trazer o palestrante para mais perto do aluno, a Comissão Científica do 16º Congresso Brasileiro de Pneumologia Pediátrica (Pneumoped), realizado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) em parceria com a Sociedade Alagoana de Pediatria (Sapal), inovou na última edição ao alinhar a interação e a aprendizagem de forma mais lúdica e participativa. A nova dinâmica aconteceu durante os cursos pré-congresso e também nas mesas-redondas intituladas “Roda Viva”.

“Criamos várias dinâmicas em diversos momentos com essa nova metodologia não só de aprendizagem, mas de aproximação. Tanto nos cursos pré-congresso quanto no Roda Viva nós retiramos a mesa física e colocamos os professores sentados ora em grupos juntamente com os alunos, ora em poltronas para que ficassem mais próximos dos participantes. A mesa em cima de um palco, onde o professor fica atrás dela, é um distanciamento”, elucida o presidente do evento, dr. Cássio Ibiapina.

Segundo o dr. Cássio, esse novo modelo de aprendizagem já é uma tendência no ensino da graduação. “Estudos da área pedagógica mostram que aproximar o professor do aluno, por meio das metodologias ativas de aprendizagem em pequenos grupos, facilita a aprendizagem. Numa aula expositiva tradicional, acontece apenas cerca de 5 a 10% de retenção enquanto que ao se aplicar metodologias ativas essa retenção de conhecimento pode chegar a até 80%”, explica.

A adaptação da metodologia ativa de aprendizagem fez sucesso no curso pré-congresso sobre “Asma”, ocorrido na quarta-feira (13), coordenado pela dra. Laura Lasmar, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e com palestras dos drs. Emanuel Sarinho, Nélson Rosário Filho, Sérgio Amantéa, Paulo Camargos, Paulo Pitrez, Bernardo Kierstman, Lusmaia Costa, Cláudia Ribeiro de Andrade e Cristina Alvim.

MÉTODO MAIS ATRAENTE – Os participantes foram divididos em grupos e respondiam ao questionário de múltipla escolha feito em um aplicativo de perguntas on-line. Os participantes entravam no link das perguntas por meio da leitura de um QR-Code. Após discutirem as questões entre si, as respostas para resolução dos casos eram apresentadas em formato de porcentagem em tempo real.

Professora do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e membro do grupo de Pneumologia Pediátrica do Hospital das Clínicas da referida instituição, a dra Cristina Alvim diz que a metodologia ativa provoca a curiosidade do que será falado.

“É interessante pois esse método faz o congressista lembrar de casos semelhantes vivenciados no seu consultório, das dúvidas que ele tem, e permite que neste momento de interação com os palestrantes ele possa esclarecer essas dúvidas. Ou seja, o congressista fica numa situação menos passiva e mais participante”, observa.

Para a dra. Cláudia Ribeiro, também professora do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina membro do grupo de Pneumologia Pediátrica do Hospital das Clínicas da UFMG, as metodologias ativas motivam mais os alunos ao aprendizado.

“Essa motivação é importante para a aprendizagem do adulto, que é diferente da criança, e tem mais a ver com as novas gerações, uma vez que vivemos em um mundo cada vez mais globalizado e tecnológico e somos ‘bombardeados’ de informações. Ou seja, o aluno ser protagonista do seu aprendizado é um facilitador”, argumenta.

MÉTODO SERÁ CONSOLIDADO – A presidente do Departamento Científico de Pneumologia da SBP, dra. Maria de Fátima Pombo de Sant’Anna, a experiência Maceió foi excelente e deverá ser repetida na 17ª edição do Pneumoped, em 2021, no Rio de Janeiro (RJ). 

“Pretendemos investir no método, incorporando talvez outras possibilidades digitais, como aplicativos, sessões interativas e sessões baseadas em discussões de casos clínicos úteis para a prática clínica da pneumologia pediátrica”, adianta.

Dra. Fátima Pombo considera um papel importante da sociedade médica esta visão aberta às novas formas de ensino-aprendizado, que podem favorecer a todos os envolvidos no atendimento à criança brasileira. 

“A SBP está sempre buscando em seus eventos científicos formas modernas e inovadoras que valorizam a participação efetiva dos congressistas na construção do conhecimento e na atualização de assuntos já conhecidos. E sabidamente, as metodologias ativas facilitam e inspiram este aprendizado. Por isso, precisamos inovar e buscar a participação de todos sempre, uma vez que nosso público envolve profissionais mais experientes e também outros mais jovens, cada um com seu ritmo próprio de aprendizagem e participação”, conclui.


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