Todos os anos são registrados mais de 10 mil suicídios no Brasil. Segundo números divulgados pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), mas que os próprios especialistas consideram subestimados em função da gravidade do problema. Já a Organização Mundial da Saúde (OMS) calcula que mais de 800 mil pessoas por ano morrem dessa causa em todo o mundo. Isso equivale a uma morte a cada 40 segundos. A cada três segundos, uma pessoa atenta contra a própria vida. Entre os grupos mais vulneráveis estão os médicos.
A proporção de suicídios entre os médicos chega a ser quatro vezes maior do que na população em geral. Nesse segmento, fatores como a sobrecarga de trabalho, as jornadas extenuantes, a falta de condições de trabalho, as cobranças da sociedade e dos gestores, a facilidade de acesso a drogas e medicamentos e as decepções com a carreira influenciam o surgimento de quadros depressivos e da Síndrome de Burnout, que são sintomas de desesperança e total falta de perspectiva no futuro, com sofrimento mental e emocional intenso os quais, em suas formas mais graves, podem levar a tentativas de suicídio. O assunto chamou a atenção da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
SETEMBRO AMARELO – A partir de 1º de setembro, o País será convidado a discutir o tema por meio de uma campanha liderada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e o Conselho Federal de Medicina (CFM), com o apoio de inúmeras entidades. No chamado Setembro Amarelo, a intenção é estimular a reflexão e as formas de prevenção que impeçam o avanço dos casos. De acordo com a presidente da ABP, dra Luciana Rodrigues Silva, se trata de um grave problema de saúde pública, que deve ser visto de forma objetiva e sem preconceitos.
ACESSE O SITE DA CAMPANHA SETEMBRO AMARELO.