Sociedade Brasileira de Pediatria alerta para riscos de intoxicação de crianças devido à fabricação de slime


“A manipulação de produtos químicos para a fabricação caseira de slime (massinha) é potencialmente perigosa e traz risco de intoxicação”. O alerta vem do presidente do Departamento Científico de Toxicologia e Saúde Ambiental da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Dr. Carlos Augusto Mello da Silva, que enfatiza os cuidados que crianças e adolescentes devem ter com esse tipo de brincadeira.

“A internet está repleta de receitas que ensinam como produzir slime. Existem listas que incluem ingredientes facilmente encontrados em casa, como cola branca, espuma de barbear e amaciante de roupas. Além disso, há aquelas que incluem o uso de bórax, um produto tóxico, que já foi utilizado inclusive para matar baratas e outras pragas. É algo definitivamente perigoso para a saúde e que não deve entrar em casa”, salienta.

De acordo com o Dr. Carlos Augusto, mesmo as receitas consideradas mais simples devem ser evitadas e substituídas por hábitos que não ameacem o bem-estar das crianças, uma vez que nenhum produto químico pode ser considerado totalmente seguro. “O uso com menos riscos desses componentes está sempre condicionado a alguns fatores, como tempo de exposição, nível de concentração e utilização em conformidade com a destinação”, afirmou.

RISCOS – Segundo o especialista, diversos malefícios podem ser associados ao uso inadvertido de substâncias potencialmente tóxicas. Entre os principais sintomas relatados nesses casos, estão as irritações na pele, respostas alérgicas e eventualmente lesões de mucosa, se houver contato com os olhos ou boca.

Além disso, a absorção de compostos do elemento Boro – bórax, ácido bórico, borato de sódio –, por longo tempo e repetidamente, pode causar prejuízos severos ao organismo, como problemas neurológicos e renais. Caso seja ingerido, o ácido bórico concentrado pode inclusive desencadear quadros sistêmicos graves.

“Os pais também devem estar atentos a quaisquer alterações gastrointestinais – como náuseas e vômitos –, além de irritações de pele, dores abdominais e cefaleia. Se a criança apresentar esses sintomas, é importante procurar assistência médica com urgência, levando a lista dos produtos químicos que a criança manuseou”, alertou o especialista.


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