Sociedade Goiana de Pediatria debate desafios da volta às aulas no pós-pandemia

A Sociedade Goiana de Pediatria (SGP) promoveu uma live aberta ao público para debater o tema “COVID-19 e o os desafios da volta às aulas”. A apresentação virtual, transmitida por meio do Instagram, na última segunda-feira (22), teve como intuito auxiliar pais e pediatras, fornecendo orientações a respeito das medidas mais adequadas para garantir a segurança física e mental de crianças e adolescentes, diante da possibilidade de retorno das atividades escolares.

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A psicopedagoga e superintendente da Secretaria Estadual de Educação de Goiás, Núbia Rejaine Ferreira da Silva, foi a responsável por conduzir a abordagem. Na oportunidade, ela destacou a importância de os planos de volta às aulas serem elaborados sempre em conjunto com os órgãos públicos de saúde, a fim de minimizar os riscos para toda comunidade escolar.

“As equipes têm trabalhado com base nas projeções e nos dados sobre a evolução da pandemia. Não há uma resposta fácil e padrão para todas as cidades, pois os novos programas precisam refletir a realidade específica de cada município e ciclo de educação. Por isso, os esforços devem estar voltados para observar as particularidades e para estabelecer protocolos de segurança que evitem os prejuízos coletivos e individuais”, disse.

De modo geral, segundo Núbia Rejaine, as medidas de proteção devem incluir horários diferenciados de aula para os estudantes, higienização frequente das mãos, uso obrigatório de máscaras e distanciamento social mínimo de dois metros, dentro e fora da sala de aula. Ações complementares, como a aferição da temperatura corporal na entrada da escola e a manutenção de algumas aulas no formato de Ensino à Distância (EAD), também podem ser avaliadas.

De acordo com a presidente da SGP, dra. Marise Tófoli, que realizou a mediação da live e auxiliou ainda no esclarecimento de dúvidas dos espectadores, a participação dos pediatras também é fundamental para analisar os riscos e a capacidade de adaptação de cada criança em novos modelos de ensino.

“Os pais e responsáveis devem apresentar seus questionamentos, uma vez que os pediatras, por acompanharem a evolução cotidiana de seus pacientes, podem fazer indicações mais direcionadas. Além disso, também é importante cuidar da saúde mental de crianças e adolescentes, que são naturalmente mais sensíveis. O médico pode auxiliar na elaboração de uma rotina diária saudável para minimizar o impacto das várias mudanças impostas nos últimos meses”, frisou.

Conforme pontuaram as profissionais, além dos protocolos de segurança, é imprescindível investir nessas ações de apoio emocional para alunos e familiares. “É importante que ocorra um trabalho direcionado ao acolhimento. Temos estudantes em luto, outros bastante assustados. Expressar e elaborar esses sentimentos de maneira adequada também fará a diferença entre um retorno às aulas positivo ou negativo”, frisaram.

DOCUMENTOS CIENTÍFICOS – Para auxiliar educadores, pais e pediatras, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) lançou duas notas de alerta com uma série de recomendações sobre como cumprir a rotina educacional com segurança: “COVID-19 e a volta às aulas” e “O ano letivo de 2020 e a COVID-19”.

As publicações estabelecem um roteiro qualificado em bases científicas e aponta soluções ao desafio de manter a atividade escolar em meio à pandemia. Além de reforçar as melhores práticas enquanto as crianças cumprem a jornada escolar à distância, a SBP oferece ferramentas para que as escolas possam planejar e organizar com antecedência a volta às escolas.


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