27/11/2017

O refluxo gastroesofágico é a volta do conteúdo do estômago para o esôfago.

Entre o esôfago e o estômago existe uma região que tem como função controlar este retorno,  abrindo somente para a passagem dos alimentos, quando a gente engole. Algumas vezes ela se abre, independente das deglutições, permitindo a passagem do conteúdo do estômago para o esôfago. Isto é o “refluxo gastroesofágico”.

Como no estômago existe além dos alimentos o ácido clorídrico, necessário para a digestão, o refluxo pode ser ácido, principalmente quando não há o alimento. Esse conteúdo do estômago não deve permanecer no esôfago porque pode ocasionar lesões.

Todas as pessoas, adultos e crianças, apresentam um pouco de refluxo em certos momentos do dia, principalmente após as refeições. São períodos curtos, considerados normais.

Durante os primeiros meses de vida, os bebês comem com muita frequência, estando quase sempre no período “após a refeição”, têm a alimentação apenas líquida (leite) e, principalmente nos amamentados exclusivamente ao seio, ingerem grande volume. Por estes motivos têm normalmente mais episódios de refluxo.

O refluxo pode ficar no esôfago, pode ir até a garganta ou sair pela boca. Neste caso, teremos o vômito ou a regurgitação.  Estes episódios aumentam muito entre dois e quatro meses e diminuem com o crescimento; a maioria absoluta resolve até o primeiro ano de vida.

É normal vomitar e regurgitar nos primeiros meses de vida. Se a criança estiver ganhando peso adequadamente e não tiver sintomas são chamados “vomitadores felizes”, pois vomitam ou regurgitam e estão sempre bem, sem sintomas e crescendo normalmente.

Portanto, o refluxo é essencialmente uma consequência de mecanismos normais de acontecimentos normais da vida do bebê e em alguns casos, a minoria merece tratamento.

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