A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), em parceria com a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e o Instituto Salvando Futuros, organizou o webinar “A Importância da Perinatologia para a Prevenção da Asfixia Perinatal”. O evento online, transmitido por meio do YouTube, ocorreu no escopo das atividades do Setembro Verde Esperança, campanha que tem como intuito disseminar informações a respeito da prevenção da asfixia perinatal.
“É uma condição grave decorrente da falta de oxigenação ao recém-nascido em momentos próximos ao parto e, atualmente, representa a terceira principal causa de morte neonatal no mundo, com devastador impacto social e econômico”, pontuou o dr. Gabriel Variane, moderador responsável pela abertura do encontro.
Na sequência, a vice-presidente da SBP, dra. Lilian Sadeck, ressaltou que grande parte desses casos poderia ser evitada com uma assistência pré-natal qualificada, monitoramento do trabalho de parto e manobras adequadas de reanimação neonatal. “Nosso intuito, por meio desse webinar, é fortalecer a rede de cuidados em toda a linha do tempo perinatal, desde o pré-natal, durante o nascimento e no pós-parto”, salientou.
A presidente do Departamento Científico de Neonatologia da SBP, dra. Lícia Moreira, acrescentou que as aulas apresentadas representam uma oportunidade de aprendizado ímpar, com base na expertise de grandes nomes da área. “O nosso objetivo comum é levar as melhores práticas da assistência perinatal para os pacientes e suas famílias”.
AULAS – O webinar, realizado no Dia Nacional de Prevenção da Asfixia Perinatal (25 de setembro), contou com as seguintes apresentações científicas: “Da gestação ao parto: como podemos prevenir a asfixia perinatal”, ministrada pelo dr. Sérgio Hofmeister Martins-Costa, representando a Febrasgo; “Cada minuto importa: a importância da reanimação neonatal”, com a dra. Ruth Guinsburg, coordenadora do Programa Brasileiro de Reanimação Neonatal (PBRN-SBP); e “Os primeiros minutos de vida: o que há de novo no cuidado ao recém-nascido”, aula conduzida pela dra. Maria Fernanda de Almeida, coordenadora do PBRN-SBP.
“Vale ressaltar que a mortalidade de crianças no primeiro ano de vida caiu significativamente em nosso País, nos últimos 30 anos, sendo que a mortalidade pós-neonatal foi a que registrou a maior queda proporcional. No entanto, ainda há um número relevante de óbitos causados principalmente por infecções, prematuridade, anomalias congênitas e asfixia perinatal”, explicou a dra. Ruth.
Diante desse cenário, as manobras de reanimação neonatal para os neonatos que não conseguem respirar logo após o parto são fundamentais. “Em caso de intercorrências, o risco de morte ou morbidade aumenta em 16% a cada 30 segundos de demora para iniciar a ventilação com pressão positiva (VPP), depois do nascimento, independentemente do peso ao nascer, da idade gestacional ou de complicações na gravidez ou parto”, frisou a dra. Maria Fernanda.