A secretária do Departamento Científico de Neonatologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), dra. Maria Albertina Rêgo Santiago, representou a entidade no Fórum Assistência Obstétrica no Brasil, promovido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), em Brasília (DF), na última semana. O evento teve como objetivo estimular o debate entre lideranças médicas de diferentes especialidades em torno da assistência multiprofissional ao parto e ao paciente neonatal, ambiência hospitalar, sistematização de protocolos, mortalidade materna, entre outros temas.
Na mesa de abertura, o presidente do CFM, Carlos Vital, ressaltou que a área obstétrica no Brasil é uma responsabilidade de planejamento e gestão, que deve ser prioritária para a saúde pública. “É preciso reconhecer as devidas competências e responsabilidades na assistência à mulher em trabalho de parto. Sendo primordial destacar que a obstetrícia é absolutamente necessária, pois se destina aos cuidados com as gerações futuras deste país".
De acordo com a dra. Maria Albertina, o Fórum representou uma oportunidade singular de diálogo em prol do objetivo comum de promover melhorias no atendimento à mulher e seu filho durante os períodos da gestação, nascimento e pós-natal. “O tema escolhido nesta edição – alinhando valores e práticas – promoveu um olhar mais direcionado aos componentes fundamentais da qualificação da assistência. Foi ressaltada a necessidade de ampliação dos leitos neonatais com distribuição regional para responder à demanda dos recém-nascidos de risco, prematuros e doentes, além da melhoria na estrutura das maternidades e composição multidisciplinar das equipes de assistência”, disse.
Em nome dos pediatras brasileiros, ela enfatizou ainda a importância da presença do pediatra na assistência ao recém-nascido na sala de parto e nos primeiros dias de vida, período com maior risco de complicações e óbito, na faixa etária até 5 anos de idade. Foi ressaltado que a alta hospitalar não deve ocorrer, em média, antes de 48 horas de vida, tempo mínimo para responder às normas técnicas da Portaria n° 2.068/2016, do Ministério da Saúde.
Representantes da Associação Médica Brasileira (AMB), da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), da Associação de Ginecologistas e Obstetras de Minas Gerais (Sogimig) e do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FMRP-USP) também participarão do evento. O Fórum foi uma realização da Câmara Técnica de Ginecologia e Obstetrícia do CFM.