25/09/2008 – Tribuna do Norte Rodrigo Sena EVENTO – Curso da Nestlé proporciona reciclagem e reforço no trabalho dos profissionais O leite de vaca só deve ser introduzido na alimentação das crianças após um ano de idade. Antes desse prazo, recomenda-se o aleitamento materno exclusivo até os seis meses, e depois, a combinação do leite …

“É importante destacar que o leite materno age como reforço ao sistema imunológico da criança”, ressaltou durante a apresentação da palestra. A pediatra assegura que o aleitamento exclusivo e a alimentação complementar saudável são medidas que evitam o surgimento de doenças crônicas futuras, como diabetes, obesidade e hipertensão. A realidade brasileira demonstra que as mães preferem recorrer a outro tipo de cardápio, conforme revela a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS-2006). A média nacional de aleitamento exclusivo é de 2,1 meses.
Ao final da palestra, ela informou para os colegas que as orientações quanto à alimentação saudável devem ter como base a pirâmide alimentar, que dosa porções de todos os nutrientes necessários ao bom funcionamento do organismo. “Não existe alimento impróprio, o que existe é alimentação inadequada. No contexto em que vivemos, não é possível isolar a criança dos apelos de consumo. Devemos ficar longe dos excessos”, enfatiza.
Entre as principais dúvidas dos pais, quanto à alimentação, a pediatra Roseli respondeu que crianças acima de um ano não devem tomar mais do 700 ml de leite de vaca por dia. O achocolatado não é proibido, desde que restrito uma colher por copo. A regra para o refrigerante e para fritura é a mesma: “como antigamente, nas festinhas”. E o suco de caixinha ou bebida láctea, que seja no máximo uma caixinha por dia, “para o lanche da escola, não o dia inteiro”.
Pediatras elogiam o encontro
Os pediatras brasileiros participam do curso anual de atualização de pediatria com muito entusiasmo, porque acreditam na seriedade do encontro que sempre elucida as dúvidas que surgem no dia-a-dia. Atuante em João Pessoa, Mariângela Medeiros afirma que aprova a metodologia aplicada ao evento, promovido pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), com patrocínio da Nestlé.
“A programação científica é excelente. Aprendemos muitas coisas que nos estimulam a realizar um bom trabalho”, disse a profissional. As colegas Emiter Bezerra e Fátima Vasconcelos, de Belém-PA, destacam que vale à pena viajar para “reciclar os conhecimentos”. Segundo as médicas, os palestrantes transmitem segurança e reforçam o trabalho desempenhado no consultório.
Elas se referem às palestras e colóquios que foram elaborados pela SBP, com apoio científico da Sociedade de Pediatria do RN (Sopern) e da UFRN. Durante os quatros dias do evento, cerca de 60 especialistas das áreas de nutrologia, neonatologia, infectologia e gastroenterologia abordarão assuntos como baixa estatura, qualidade de vida da criança, licença-maternidade de seis meses, causas de diarréia crônica, choro excessivo e cólicas de lactentes.
Há exatos 65 anos, os médicos Álvaro Aguiar e Walter Telles, da SBP, e Oswaldo Balarin, presidente da Nestlé à época, criaram o Curso de Atualização em Pediatria, oferecido gratuitamente aos profissionais. Desde o ano de 1956, o evento é realizado numa região diferente do Brasil a cada ano.