Em nova edição, o “Famílias em Pauta” discute os riscos e benefícios associados ao uso de suplementos alimentares na infância e adolescência. Para fornecer orientações atualizadas, o programa recebeu como convidados a integrante do Departamento Científico (DC) de Nutrologia da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), dra. Maria Carolina de Pinho Porto, e o membro do DC de Endocrinologia da SBP, dr. Ricardo Fernando Arrais.
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De acordo com os especialistas, a absorção de vitaminas e minerais ocorre principalmente por meio da alimentação. Por isso, o segredo é simples: consumir alimentos saudáveis e equilibrados, como frutas, legumes, verduras, carnes, ovos e cereais, e evitar produtos ultraprocessados. Segundo o dr. Ricardo Arrais, na maioria das vezes, o uso de suplementação em crianças e adolescentes não é necessário, exceto em situações especiais, como no caso de pacientes que convivem com alguma dieta restritiva ou doença específica.
“Devemos priorizar o que popularmente chamamos de ‘comida de verdade’. Os pais têm a responsabilidade de transmitir o bom comportamento à mesa, reservando horários para a refeição em família, desconectando das telas e fazendo desse período um momento agradável de confraternização”, recomenda.
Conforme enfatiza a dra. Maria Carolina, existe uma crença comum de que toda criança precisa, obrigatoriamente, de suplementação alimentar. No entanto, essa ideia é um equívoco. “Com exceção da vitamina D, que atualmente é indicada para todas as crianças e adolescentes, o uso de suplementos só deve acontecer quando há uma deficiência confirmada por meio de um diagnóstico médico. A intenção é que pais e responsáveis invistam em pratos saudáveis e não na prateleira de remédios da farmácia”, diz ela.
PERIGOS – Qualquer suplementação, mesmo no caso da vitamina D, precisa de orientação individualizada e acompanhamento, uma vez que o uso indiscriminado de vitaminas e minerais pode trazer riscos à saúde. A intoxicação por superdosagem é um dos efeitos negativos mais comuns. Além disso, há os perigos de interação com outros medicamentos e de utilização de produtos de procedência duvidosa.
“Os suplementos são bem-vindos se realmente necessários, quando há, por exemplo, uma deficiência de ferro. No entanto, para isso, é indispensável o diagnóstico e acompanhamento do pediatra”, finaliza.
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