06/05/2026

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), por meio do seu Departamento Científico de Nutrologia, lançou nesta terça-feira (5) um documento sobre os riscos relacionados ao uso de suplementos proteicos de whey protein e creatina pela população pediátrica. Diante das evidências científicas atuais, a entidade diz que não há indicação para o uso rotineiro de suplementos proteicos à base de whey protein e de creatina em crianças e adolescentes saudáveis. 

De acordo com a SBP, os estudos descrevem potenciais efeitos adversos renais, hepáticos e metabólicos associados ao consumo excessivo e crônico de proteína, atribuídos à sobrecarga das vias de metabolização e de excreção de compostos nitrogenados. 

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Outro ponto destacado no texto é que o uso indiscriminado desses suplementos, também expõe as crianças e adolescentes a aditivos alimentares, como corantes, conservantes e emulsificantes. Além disso, a suplementação pode determinar a substituição de refeições, contribuindo para práticas alimentares inadequadas e para o desenvolvimento de uma relação disfuncional com a alimentação, que é agravado pela influência das redes sociais e por padrões corporais idealizados. 

“O ato de se alimentar não se limita ao consumo de nutrientes, mas integra um processo relacional, cultural e identitário, construído no convívio familiar e social é marcado por escolhas, preparo e modos de consumo que expressam valores, tradições e vínculos afetivos”, explicam os especialistas do DC de Nutrologia da SBP.

Segundo o documento, uma alimentação saudável, variada e baseada em alimentos in natura ou minimamente processados, como carnes, ovos, leite e derivados, leguminosas, cereais, tubérculos, frutas e hortaliças assegura não apenas a adequada oferta proteica, mas também a ingestão de todos os nutrientes essenciais para o crescimento e desenvolvimento saudáveis. Os pediatras ressaltam ainda quea suplementação deve ser reservada a situações clínicas específicas, tais como desnutrição, doenças crônicas, síndromes de má absorção ou aumento da demanda metabólica, entre outras, sempre com avaliação individualizada e acompanhamento profissional.

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