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Transporte seguro da gestante

Departamentos Científicos 07/11/2014

Não existe nenhuma legislação específica sobre como a gestante deve se portar no trânsito e o que se vê é que algumas futuras mães recusam-se a usar o cinto de segurança, porque pensam que em uma colisão ele poderá machucá-las e ao seu filho.

As responsabilidades como condutora de veículos e obediência às leis do tráfego são idênticas em gestantes e não gestantes.

A melhor proteção para a mulher e seu filho é, comprovadamente, o cinto de segurança.

Evitar dirigir nas seguintes situações:

  • episódios freqüentes de vômitos, náuseas e câimbras.
  • ameaça de abortamento
  • após longos períodos de jejum, devido ao risco de hipoglicemia, quando tontura,sonolência, falta de atenção e até desmaios podem ocorrer.
  • em dias muito quentes, pela chance maior, neste período, de pressão baixa.
  • edema (inchaço) importante das pernas, impossibilitando o uso de calçados fixos.
  • da 36ª semana em diante, devido a proximidade do abdome com a direção.
  • se estiver ingerindo algum medicamento, que cause sonolência.
  • se sentir qualquer desconforto ou mal estar.

O ideal é sentar no banco traseiro, utilizando SEMPRE o cinto de 3 pontos:

A faixa diagonal do cinto deve cruzar o meio do ombro, passando entre as mamas, NUNCAsobre o útero e a faixa sub-abdominal deve estar tão baixa e ajustada quanto possível.

Se a gestante não estiver utilizando o cinto de 3 pontos, no momento de uma colisão ou freada brusca, ao ocorrer compressão do abdome pela direção, pode haver rotura uterina e morte do feto.

Recomendações de segurança ao dirigir:

  • afastar o banco para trás, o mais longe possível da direção (sem comprometer a segurança) – a distância entre o abdome e o volante deve ser de 15 cm, pelo menos.
  • o volante deve estar inclinado para cima ou longe do abdome.
  • evitar longas distâncias, jejum, calor ou frio excessivo e estradas ruins.

Atenção:

  • não há estudos conclusivos se o air-bag é perigoso para a gestante.
  • a principal causa de morte de origem não obstétrica na gestante é o trauma.
  • a mortalidade do bebê quando ocorre trauma (acidente) é de cerca de 70%.
  • mais de 50% dos traumas e acidentes ocorrem no último trimestre, o útero já está volumoso e a agilidade física fica comprometida.
  • neste período, pela ansiedade natural da proximidade do nascimento do bebê, a gestante pode apresentar julgamento alterado frente a situações de perigo iminente.

 

Renata Dejtiar Waksman