O Programa Nacional de Imunizações (PNI) é um dos orgulhos da saúde pública no Brasil, e desde o seu início, em 18 de setembro de 1973, vem contribuindo de maneira decisiva no combate às doenças imunopreveníveis.
Nos últimos anos novas vacinas foram incorporadas ao calendário de imunização da criança e do adolescente, e a vacina HPV, liberada para meninos e meninas, representa um enorme avanço, estando o país no mesmo nível de países do primeiro mundo.
A vacina quadrivalente para o HPV, contendo os tipos 6, 11, 16 e 18, previne cerca de 90% das verrugas genitais, 70% dos casos de câncer de colo de útero, além de cânceres de vulva, vagina, pênis, ânus e cabeça e pescoço, demonstrando ser uma vacina custo efetiva. A vacina foi introduzida no calendário da criança e do adolescente pelo PNI em duas doses com intervalo de seis meses entre as doses. Para este ano de 2017 o público alvo é composto de meninas e meninos de 9 a 14 anos.
A vacina tem um ótimo perfil de reatogenicidade, como a maioria das vacinas, com predomínio de eventos adversos no local da aplicação. É uma vacina segura, já utilizada desde 2006 em vários países, com milhões de doses aplicadas em todo o mundo.
Espera-se uma adesão de no mínimo 80% da população alvo, considerando-se a importância da vacinação idealmente antes da iniciação sexual, o que possibilita uma melhor resposta à vacina.
O papel dos profissionais de saúde envolvidos nesta vacinação é de suma importância no esclarecimento de possíveis dúvidas que possam vir a surgir, principalmente em relação aos eventos adversos. Os pediatras devem estar engajados, colaborando de forma decisiva para que a meta do governo seja alcançada com pleno êxito. É fundamental que as famílias sejam esclarecidas quanto à importância da vacinação e sua segurança, para que não ocorram oportunidades perdidas para imunização e, assim, asseguremos um futuro com menos cânceres e verrugas genitais para nossos filhos.