A presidente do Departamento Científico de Cuidados Paliativos da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), dra. Simone Iglesias, aborda os cuidados paliativos nos pacientes pediátricos no podcast desta quinta-feira (1). No áudio, disponível no site da revista Residência Pediátrica (RP), ela explica que “os cuidados paliativos pediátricos têm como propósito prestar assistência com doenças graves e incuráveis, que estão em progressão e ameaçam a qualidade de vida.
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Segundo a especialista, o surgimento oficial do Cuidado Paliativo ocorreu em 1960, no Reino Unido, por meio de sua pioneira, dra. Cicely Saunders. Em 1990, a Organização Mundial da Saúde (OMS) definiu pela primeira vez o cuidado paliativo, sendo este voltado aos portadores de câncer, preconizando uma assistência integral, com foco nos cuidados de final de vida. Já em 2002, esse conceito foi revisto e ampliado e incluiu a assistência a doenças cardíacas, renais, congênitas, genéticas, degenerativas, neurológicas e a AIDS.
“Atualmente, o cuidado paliativo é definido pela OMS como uma abordagem voltada para a qualidade de vida, tanto dos pacientes quanto de seus familiares frente a problemas associados a doenças que põem em risco a vida. A atuação busca a prevenção e o alívio de sofrimento através do reconhecimento precoce, de uma avaliação precisa e criteriosa, e do tratamento da dor e de outros sintomas, sejam eles de natureza física, psicossocial ou espiritual”, observa a dra. Simone.
No programa, ela fala também dos princípios dos cuidados paliativos, como o alívio da dor e outros sintomas que causam sofrimento. Destaca ainda que não deve ser utilizado nem para apressar e nem para aliviar a morte, mas fornece um sistema de apoio a fim de ajudar os pacientes a viver tão ativamente quanto possível até a morte.
PRÓXIMO PROGRAMA – No podcast que irá ao ar na próxima quinta-feira (8), o dr. Sérgio Antoniuk, do Departamento Científico de Neurologia da SBP, tratará das dificuldades de aprendizagem. Outros programas estão em fase de produção e abordarão temas como Hemopneumotórax por acidente com arraia de água doce; deficiência de vitamina D em crianças e adolescentes; entre outros.
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