03/02/2021

 

Anualmente, 400 mil bebês nascidos no Brasil são de mães adolescentes. Desinformação está entre os principais fatores para o alto índice

A Sociedade Goiana de Pediatria promove entre os dias 01 e 08 de fevereiro ações educativas em alusão a Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência. A entidade disponibilizará nas redes sociais (@sociedadegoianadepediatria) e site informações pertinentes sobre a temática que, desde 2019, faz parte do Estatuto da Criança e Adolescente por meio da Lei nº 13.798.

Dados do Ministério da Saúde revelam que a gravidez precoce ainda é um grave problema no País. Ao todo, são 400 mil casos por ano. Entre os fatores mais significativos para o elevado índice estão a desinformação sobre sexualidade, pobreza e a falta de acesso a métodos contraceptivos. Para a presidente da SGP, Marise Tófoli, a combinação de acompanhamento dos adolescentes por pediatras no SUS, políticas públicas de educação sexual, autoestima e autocuidado, e campanhas de divulgação nas escolas e na mídia para orientar o uso de anticoncepcionais e preservativos são algumas formas de se evitar o problema. “A adolescente precisa ser assistida em todos os aspectos, incluindo os emocionais. Com uma rede de apoio familiar, médica e nas escolas é possível reduzir o elevado número de casos de gravidez nessa fase”.

Riscos da gravidez na adolescência 

Tanto a adolescente quanto o filho estão sujeitos a problemas durante a gestação. Crises convulsivas e aumento da pressão arterial são algumas complicações comuns na mãe. Já os bebês correm risco de nascerem prematuros e com baixo peso. No que se refere ao impacto social, a gravidez precoce interrompe as atividades escolares, torna a mãe mais dependente da família para a sobrevivência e ainda existe a possibilidade do recém-nascido ser deixado para adoção. 

No entendimento da SGP, as ações de prevenção da gravidez na adolescência também devem alcançar os meninos. “É preciso ter materiais educativos destinados para os companheiros dessas garotas. Se existe uma gravidez, também existe um menino que contribuiu para isso. Na dinâmica da prevenção, todos precisam participar”, finaliza a pediatra.