11/09/2026

O volume 16, número 2, da revista Residência Pediátrica (RP), referente ao período de abril a junho de 2026, já está disponível em publicação contínua e com acesso gratuito. A edição reúne 30 textos distribuídos entre as seções Editorial, Artigo de Revisão, Artigo Original, Cartas ao Editor, Relato de Caso e Resenha.

O editorial que abre a edição, intitulado “Quando a ciência também fala a linguagem das redes”, é assinado por Bruna Brasil Seixas Bruno, editora científica da revista, e discute a comunicação científica no ambiente digital, refletindo sobre os desafios de levar o conhecimento pediátrico para plataformas cada vez mais presentes no cotidiano de profissionais e famílias.

Entre os artigos de revisão, destaca-se “Percentual de aleitamento materno exclusivo em hospital de referência da Serra Gaúcha”, que aponta que a introdução precoce de fórmula ainda no ambiente hospitalar reduz esse índice, mesmo quando a amamentação se inicia na primeira hora de vida. Já entre os artigos originais, “Um estudo transversal sobre perfil do tempo de tela na primeira infância”, baseado em entrevistas com 200 responsáveis, revela que a maioria dos pais desconhece os riscos da exposição excessiva às telas, apontando uma lacuna na orientação sobre o tema e reforçando a importância da atuação do pediatra junto às famílias.

Na seção Relato de Caso, um dos destaques é “Febre Chikungunya e Síndrome de Guillain-Barré em adolescente: um relato de caso”, que descreve uma paciente tratada com imunoglobulina humana e fisioterapia motora intensiva, com recuperação parcial dos déficits apresentados. Outro caso relevante é “Imunodeficiência combinada grave – É importante conhecer para diagnosticar”, sobre um lactente de 6 meses cujo diagnóstico só foi confirmado após um quadro pulmonar de tuberculose, apesar da história familiar da doença, e que apresentou boa evolução após transplante de células-tronco hematopoiéticas.

Já na seção Resenha, o texto “Perspectivas de pais e provedores de cuidados sobre desfechos de curto prazo de crianças gravemente doentes ventiladas” analisa o que famílias e médicos de uma unidade de terapia intensiva pediátrica priorizam quando o desfecho considerado não é a mortalidade. Os resultados sugerem que as famílias tendem a valorizar o retorno ao estado de saúde prévio, enquanto os médicos se orientam por questões logísticas, como a ocupação de leitos.

Por fim, em “Tópicos Obrigatórios em Pediatria (TOP)”, o texto “O primeiro olhar que define tudo: triângulo de avaliação pediátrica para quem está na linha de frente” apresenta essa ferramenta de triagem rápida, baseada na impressão visual e auditiva da aparência, da respiração e da circulação/cor da pele da criança, com papel central na priorização de condutas em cenários de urgência e emergência. O acesso à edição completa está disponível em residenciapediatrica.com.br/articles.

REVISTA – A revista Residência Pediátrica (RP) é uma publicação científica eletrônica trimestral, de acesso aberto, da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Disponível em português e inglês, é destinada a médicos residentes em Pediatria, profissionais de áreas afins e pediatras. Sua missão é contribuir para a formação acadêmica dos residentes e incentivá-los à produção científica sobre temas relacionados à Pediatria e à adolescência. Não há cobrança de taxas em nenhuma etapa do processo editorial, e o acesso ao conteúdo também é gratuito.