Para celebrar o Dia Mundial de Prevenção à Síndrome Alcoólica Fetal (SAF), a coordenadora de Campanhas da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e da campanha Gravidez sem Álcool, promovida pela instituição, dra. Conceição Segre, participou de Ato Público realizado pela SAFBrasil e SAFFrance na Quinta da Boa Vista, na Zona Norte do Rio de Janeiro. A data – 9 de setembro – foi celebrada em todo o mundo e conta com o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Organização das Nações Unidas (ONU).
Durante a manhã, os participantes abordaram as pessoas que transitavam pelo local e explicaram sobre a campanha e distribuíram o material explicativo, segundo explicou a dra. Conceição. “Mostramos os problemas causados pelo consumo de bebidas alcoólicas nas gestantes. Muitas pessoas desconheciam os males provocados pelo álcool”, comenta.
Também participaram do ato público o ex-ministro da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Édson Santos, além representantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e pediatras da região. “Desde que aderimos a essa iniciativa, há alguns anos, temos realizado diversas ações focadas na prevenção. Sempre firmamos parcerias com diversas instituições científicas e sociais, como a SBP, e também temos desenvolvido um programa permanente de estudos e pesquisas neste assunto”, contou o dr. José Mauro Braz de Lima, o coordenador do projeto SAFBrasil Rio.
GRAVIDEZ SEM ÁLCOOL – Idealizada no Brasil pela Sociedade de Pediatria de São Paulo (SPSP) e apoiada pela SBP, a campanha visa conscientizar sobre os riscos e prejuízos causados pela ingestão de bebidas alcoólicas na gestação. A SAF é a principal causa de retardo mental e de anomalias congênitas não hereditárias representando grande problema de saúde pública. Estima-se que a prevalência média mundial da SAF seja de 0,5-2 casos por 1000 nascidos vivos e que, para cada criança com a síndrome completa, existam três que não apresentem todas as características da síndrome, mas que possuam déficits neurocomportamentais resultantes da exposição pré-natal ao álcool.
No Brasil, não há dados oficiais. Entretanto, há indícios preocupantes. Estudo realizado em um hospital de São Paulo, com a participação de quase duas mil futuras gestantes apontou que 33,29% consumiram bebida alcoólica em algum momento da gestação. O trabalho apontou, ainda, que em 71,4% dos casos a gravidez não foi planejada, ou seja, o desconhecimento desse estado pode ter contribuído para que elas continuassem sendo expostas ao álcool, com aumento de risco de diagnóstico da SAF nos recém-nascidos.
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