17/06/2019

Por Danilo Blank, professor de Medicina e membro do Departamento de Segurança da Sociedade Brasileira de Pediatria

O Código de Trânsito Brasileiro é um sucesso com reconhecimento mundial. O Relatório da Situação Global da Segurança no Trânsito, o principal instrumento da OMS para monitorar a Década de Ação para a Segurança no Trânsito, destaca a liderança do Brasil quanto às melhores práticas legislativas, vistas como o fator-chave para a redução de 30% nas mortes no trânsito entre 1990 e 2015.

De fato, tal documento enfatiza que o fortalecimento da legislação, com aplicação de multas severas aos infratores, é a estratégia mais efetiva de promoção da segurança no trânsito, por meio do controle de cinco fatores de risco: velocidade, álcool e não uso de cinto de segurança, capacete de motociclista e assentos infantis de segurança. E o Brasil, que possui uma das legislações mais restritivas do mundo ao ato de beber e dirigir, controle adequado de velocidade dos veículos e normas bem-sucedidas quanto ao uso de cinto de segurança e capacete de motociclistas, só fica fora do primeiro time das nações com melhores práticas legislativas porque, embora conte com uma regulamentação do transporte de crianças nos carros, esta é ultrapassada e imperfeita, em vista do conhecimento científico atual.

Leia mais