Publicado em 23 de julho de 2017 – por Clarissa Pains
RIO- Nos últimos 12 meses, cerca de oito mil pessoas contraíram sarampo na Europa, uma doença que pode ser prevenida com vacina e que, em muitas regiões daquele continente, já estava erradicada. Trinta e cinco desses doentes morreram: 31 na Romênia, dois na Itália, um na Alemanha e um em Portugal, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Grande parte desses casos, para as autoridades, cai na conta do movimento antivacina, grupo crescente de pais que decide não vacinar seus filhos, seja por crenças filosóficas, religiosas, medo dos efeitos colaterais ou porque são contra a indústria da imunização. No Brasil, o movimento é tímido, mas a onda global é o suficiente para fazer os médicos daqui se mostrarem vigilantes e dedicarem mais tempo para convencer aqueles que são avessos à vacinação — em geral jovens e com alta escolaridade.
(…) IMUNIZAÇÃO SEGURA: A presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria, Luciana Rodrigues Silva, afirma que não há lógica em se expor a uma doença que pode levar à morte sem estar vacinado apenas para adquirir imunidade de forma “natural”.