23/11/2018

Publicado em15 de dezembro de 2018 – por Júlia Vigné

Doenças consideradas erradicadas estão voltando a ser registradas no território brasileiro por conta da não vacinação da população. A decisão de não ir aos postos levar os filhos para receber as “picadinhas” ou gotinhas acaba gerando uma conta maior com o risco de adoecimento e até mesmo de epidemias de doenças já eliminadas no Brasil, como sarampo, rubéola e poliomielite, ou já controladas, como a difteria e a coqueluche.

Para aumentar a cobertura vacinal do país, o Ministério Público Federal (MPF) oficiou os secretários de saúde dos estados nesta quinta-feira (15), solicitando que as creches e pré-escolas verifiquem as cadernetas de vacinação das crianças no momento da matrícula.

(…) “Contra arrependimento não tem vacina. Não adianta pensar em dar vacina quando a criança contrair a doença e estiver à beira da morte”, alertou a pediatra infectologista Regina Succi, que palestrou no 20º Congresso Brasileiro de Infectologia Pediátrica, na semana, no Bahia Othon Palace Hotel.

Durante sua palestra, Regina destacou que os profissionais da saúde devem treinar a abordagem destinada aos pais que se recusarem – ou hesitarem – a vacinar seus filhos. “O médico pode denunciar ao Conselho Tutelar? Pode, mas acredito que essa não seja a melhor solução. A solução ideal é conversar com o pai e fornecer argumentos de que a vacina é segura e que irá proteger a criança de doenças”, ressaltou.

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