Quatro novas edições do Reporte Semanal do Jornal de Pediatria (JPed) estão disponíveis para acesso. Os informativos apresentam comentários de especialistas sobre estudos publicados no periódico e abordam temas como meningite bacteriana neonatal, sífilis congênita, monitorização de recém-nascidos e adesão ao tratamento da sífilis gestacional.
O reporte mais recente, nº 21, traz comentários da dra. Alexsandra Ferreira da Costa Coelho, professora assistente da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade de Pernambuco, sobre o artigo “Adherence to the treatment of gestational syphilis: influence of psychosocial, socioeconomic, and clinical factors”. O estudo avaliou 325 gestantes com sífilis atendidas em um hospital público do Sul do Brasil e mostrou que, embora 87% tenham completado o tratamento, apenas 43,6% dos pares gestante-parceiro apresentaram adesão adequada. O acompanhamento pré-natal e o tratamento do parceiro são destacados como pontos importantes para a prevenção da transmissão vertical.
Já o reporte nº 20 apresenta a análise do artigo “What most captures the physician’s interest when evaluating a multiparameter monitor in a Neonatal ICU? – A simulation study”, pelo prof. dr. João Cesar Lyra, membro do Grupo Executivo do Programa Brasileiro de Reanimação Neonatal da SBP. A pesquisa avaliou quais parâmetros de um monitor multiparamétrico mais atraem a atenção de médicos com experiência em assistência neonatal. A frequência cardíaca foi o parâmetro inicialmente mais observado, seguida pelos indicadores relacionados à oxigenação. Os resultados podem contribuir para o desenvolvimento de monitores que facilitem a visualização e a interpretação dos sinais vitais, favorecendo a tomada de decisões clínicas.
No reporte nº 19, o prof. dr. Marcelo Comerlato Scotta, professor adjunto da Escola de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, comenta o artigo “Serologic response to VDRL in infants with congenital syphilis: ceftriaxone vs. penicillin”. A pesquisa comparou os dois tratamentos para sífilis congênita e encontrou tempo mediano para negativação do VDRL de 90 dias entre os pacientes que receberam ceftriaxona e de 105 dias entre os tratados com penicilina. Apesar dos resultados, o comentário ressalta a necessidade de estudos multicêntricos e com maior tamanho amostral.
Por fim, o reporte nº 18 traz comentários da profa. dra. Maria Albertina Santiago Rego, professora associada da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais, sobre o artigo “Risk factors for acute neurological complications in neonatal bacterial meningitis: a retrospective cohort study”. O estudo identificou convulsões e infecção por estreptococos do Grupo B (GBS) como fatores associados ao desenvolvimento de complicações neurológicas agudas em recém-nascidos com meningite bacteriana. O comentário destaca a necessidade de novos estudos e de investimentos em vacinas para o controle da doença invasiva pelo GBS.
Confira estes e outros reportes do Jornal de Pediatria no site da SBP: https://www.sbp.com.br/especiais/reporte-semanal-jornal-de-pediatria