O Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) promoveu no último dia 22 uma assembleia extraordinária para dar posse aos Conselheiros Nacionais do biênio 2021-2021. A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) foi uma das convidadas a compor a entidade neste mandato, na vaga de suplente. O evento foi transmitido ao vivo pelos canais oficiais do Conanda, no Youtube e Facebook.
Para compor o grupo nos próximos dois anos, foram eleitas organizações da sociedade civil, de âmbito nacional e com desenvolvimento de ações em pelo menos um dos eixos de promoção, proteção, defesa e controle social dos direitos da criança e do adolescente. No evento, que contou com a presença da ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, foram distribuídas as quatro comissões permanentes, de acordo com o interesse das entidades, e a SBP passou a compor aquela relacionada às políticas públicas.
Representando a SBP, como conselheiro, esteve presente na cerimônia de posse o dr. Cláudio Orestes Brito Filho, membro da Diretoria de Defesa da Pediatria da entidade. “Vivenciamos o dia a dia das crianças em sua maior vulnerabilidade no que diz respeito à saúde. Embora o conceito de saúde seja muito mais amplo e envolva alguns aspectos que nos preocupa bastante, particularmente neste momento um fator urgente é a pandemia. A covid-19 tem como consequência a ausência da escola presencial para crianças e adolescentes e isso tem acarretado atraso irrecuperável de mais de dois anos para a nossa sociedade”, analisa o pediatra.
Dr. Cláudio destaca que a SBP, como membro do Conanda, permanecerá atenta às ações que visam resgatar a assistência às crianças como prioridade. “As aulas virtuais não conseguem suprir fatores como a falta de acesso à alimentação adequada; a vulnerabilidade a que elas estão expostas dentro de suas próprias casas; o avanço das drogas na sociedade; a gravidez precoce; dentre outros aspectos. Estamos atrasados na abordagem dessas questões. Para isso, contamos com uma rede de atendimento e de informações que precisa ser efetivada, principalmente no que diz respeito à fragilidade da execução de leis já existentes, mas que são constantemente desrespeitadas”, disse.