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Segurança da vacina HPV quadrivalente

Comunicações Públicas 18/09/2014

As Sociedades Brasileiras de: Imunizações (SBIm), Infectologia (SBI) e Pediatria (SBP), a Sociedade Latinoamericana de Infectologia Pediátrica (SLIPE) e a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO), enfatizam a necessidade das meninas brasileiras, de 11 a 13 anos de idade, receberem a segunda dose da vacina HPV nos postos de vacinação e escolas de todo país, com o objetivo de uma adequada proteção contra as infecções causadas pelo vírus que são relacionadas a vários tipos de câncer, especialmente o de colo uterino.

O Brasil alcançou, com a primeira etapa da vacinação em março de 2014, coberturas vacinais elevadíssimas, ao redor de 90% do público alvo. São números expressivos que confirmam a adesão da população brasileira às imunizações e a confiança em nosso Programa Nacional de Imunizações (PNI).

Foram mais de 4.000.000 de doses aplicadas, sem registros de eventos adversos graves que pudessem ser atribuídos à vacina.

Em todo o mundo já foram aplicadas mais de 180 milhões de doses desta vacina, com excelente perfil de segurança. Estudos pós-licenciamento, realizados especialmente nos Estados Unidos e Austrália, comprovam que a vacina é segura e eficaz.

Nos Estados Unidos, que contam com um excelente sistema de registro de eventos adversos, uma recente publicação do Center for Disease Control and Prevention (CDC), avaliou os cerca de 22.000 eventos adversos temporalmente relacionados à vacinação, após a administração de mais de 67 milhões de doses (incidência de 0,03%).

Não se verificou, até o momento, nenhuma associação causal entre a vacina e algum evento adverso grave.

Outro grande estudo realizado na Dinamarca e Suécia analisou os dados de segurança após a aplicação de quase 700.000 doses da vacina em meninas.

Não se observou aumento da incidência de doenças neurológicas, autoimunes ou vasculares.

Os eventos adversos mais comumente relacionados à vacina HPV são os comuns às outras vacinas: reações locais (dor, inchaço, e vermelhidão), cefaléia e febre em menor incidência. Eventualmente desmaios podem ocorrer, fato não raro de ser observado ao se aplicar medicações injetáveis em adolescentes, e não relacionado especificamente à vacina HPV.

É importante, por isso, enfatizar que após vários anos de experiência com a vacina em diversos programas de imunização em todo o mundo, a vacina HPV demonstrou-se segura e não foi associada a eventos adversos sérios.

A vacinação das meninas no início da puberdade oferece inequívoca possibilidade de prevenção primária que, associada às ações de rastreamento do câncer do colo de útero, permitirá, em futuro próximo, reduzir a enorme carga da doença em nossa população.

Renato de Ávila Kfouri  (Presidente da SBIm)

Eduardo da Silva Vaz (Presidente da SBP)

Érico Arruda (Presidente da SBI)

Etelvino de Souza Trindade (Presidente da FEBRASGO)

Luiza Helena Falleiros Arlant (Presidente da SLIPE)