O uso indevido da imagem de crianças durante a campanha eleitoral de 2018 é alvo de questionamento da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Por determinação de sua atual diretoria, foram apresentadas queixas sobre o fato junto às autoridades. Preocupada com a exposição de meninos e meninas em contextos que ferem pressupostos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a entidade espera que esse tema seja regulado para evitar abusos em futuros pleitos.
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À Polícia Federal, foi apresentado um pedido formal para que sejam identificados e punidos, por exemplo, os responsáveis pela produção e veiculação de vídeos que mostram crianças recitando, de forma ensaiada e sob o comando de adultos, mensagens incompatíveis com suas idades e graus de desenvolvimento intelectual e cognitivo.
Também foi pedido ao Ministério Público Federal que manifeste sobre o ocorrido junto ao Poder Judiciário. A SBP pediu ainda ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a definição de regras que impeçam a ocorrência de episódios desse tipo em futuros pleitos.
Na oportunidade, a SBP lamentou a forma como foi conduzida a disputa eleitoral, que acabou de se encerrar. “Em lugar do embate democrático, no campo das ideias e proposições, assistiu-se a um lamentável espetáculo com troca de acusações, agressões pessoais e disseminação de notícias falsas (fakenews) que tornaram esse pleito um exemplo do que não deve ser repetido no futuro”, destacou a entidade em sua manifestação.