09/03/2021

Sociedade Goiana de Pediatria reforça a recomendação de que todas as crianças, especialmente as que voltaram a estudar presencialmente, tenham carteira de vacinação devidamente atualizada

A vacinação contra a covid-19 se tornou o foco da população mundial nos últimos meses. Se por um lado a ânsia pela erradicação do novo vírus é grande, por outro, doenças que já possuem imunizantes podem voltar devido à queda da vacinação, especialmente entre o público infantil. Os dados que já apontavam uma baixa na cobertura vacinal das crianças em 2019 despencaram ainda mais em 2020. Informações preliminares do Ministério da Saúde dão conta de que no último ano o índice de imunização entre crianças de até doze meses de idade ficou 19,3% abaixo da meta. No quadro geral, nenhum imunizante alcançou o nível desejado, com destaque para a hepatite B, que fechou 2020 com 59,1% de cobertura. Como base de comparação, em 2015 o mesmo imunizante atingiu 90,9%. 

Especialistas confirmam em tom de preocupação que os números negativos podem estar baseados em quatro pilares: o aumento das fake news sobre vacinas; a falsa sensação de segurança sobre doenças que já foram erradicadas pelas campanhas de vacinação; casos de desabastecimento na rede pública de saúde; e insegurança relacionada ao período de pandemia. Apesar das justificativas, a presidente da SGP (Sociedade Goiana de Pediatria), Marise Tofoli, alerta que, especialmente agora, com a volta às aulas presenciais, as crianças precisam estar com a caderneta de vacinação devidamente preenchida. “Num ambiente escolar, os alunos nem sempre conseguem seguir todas as regras para evitar o contágio de doenças infecciosas. Por isso, os pais fazem bem em aproveitar as vacinas já existentes para imunizar os filhos contra doenças potencialmente fatais.” 

Sociedade Goiana de Pediatria relembra que vacinação infantil tem respaldo legal

Apesar do atual cenário de pandemia exigir atenção com o distanciamento social, a SGP reforça que a vacinação de crianças e adolescentes é protegida por lei desde 1990, ano em que o ECA (Estatuto da Criança e Adolescente) foi criado. Por se tratar de um assunto que impacta não só as crianças, mas também toda a sociedade, a SGP incentiva que pais e responsáveis mantenham a caderneta de vacinação atualizada para que novos surtos de doenças já erradicadas no Brasil não retornem.

Em termos práticos, a efetividade da vacinação é influenciada pela idade na qual a dose é administrada. Isso significa que seguir o calendário estipulado é essencial para a manutenção da saúde e desenvolvimento das crianças. 

Veja as orientações da SGP para ter mais segurança na vacinação em tempos de pandemia:

  • Procure postos de vacinação alternativos;
  • Evite horários de pico;
  • Procure, dentro das possibilidades e orientações médicas, aplicar mais de uma vacina durante uma única visita ao posto de vacinação;
  • Caso seja possível, opte pela vacinação domiciliar.