24/08/2018

Publicado em 13 de junho de 2018 – por Teresa Santos (colaborou Dra. Ilana Polistchuck)

O Brasil carece de 3305 leitos de unidades de tratamento intensivo (UTIs) neonatal. O número foi revelado por levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e divulgado em abril deste ano durante o 7º Simpósio Internacional de Reanimação Neonatal, realizado em Foz do Iguaçu (PR). Atualmente, o país conta com uma média de 2,9 leitos por grupo de mil nascidos vivos, quando o ideal seria uma razão de quatro leitos para cada grupo de mil nascidos vivos. A Dra. Maria Albertina Santiago Rego, secretária do Departamento de Neonatologia da SBP, conversou com o Medscape sobre os achados.

A investigação conduzida pela SBP analisou dados do Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde (CNES), base do Ministério da Saúde, e considerou dados cadastrados de 2010 até 2017. Os números mais recentes indicam que o Brasil tem atualmente 8.766 leitos de UTI neonatal, incluindo unidades públicas e privadas. Desse total, 4.677 são oferecidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o que significa uma razão de 1,5 leito/1.000 nascidos vivos.

Os números revelados no levantamento estão bem distantes do ideal. Segundo a Dra. Maria Albertina, a estimativa de quatro leitos por mil nascidos foi estabelecida levando em conta a distribuição das gestantes (em média 1,8% da população), e a prevalência dos principais problemas e complicações deles na gestação, no parto e no período neonatal. Ou seja, a necessidade de leitos intensivos neonatais varia entre diferentes países e regiões de um mesmo país em razão das taxas de recém-nascidos de baixo peso ao nascer, prematuridade, malformações congênitas graves e asfixia, atualmente os principais problemas peri e neonatais no Brasil.

Baixe o anexo e leia a entrevista na íntegra