Cobertura vacinal no estado é de 70% em crianças de até dois anos de idade. Casos da doença em São Paulo ganham atenção de especialistas em Goiás
A baixa procura pela vacina contra a meningite provoca a SGP (Sociedade Goiana de Pediatria) a fazer um alerta aos pais e responsáveis. Segundo a SES (Secretaria Estadual de Saúde) de Goiás, a imunização da meningite em crianças de até dois anos de idade atinge 70%. O resultado é satisfatório, mas ainda insuficiente quando comparado ao ano de 2015, em que a taxa de vacinados era de 96%. Ainda segundo a SES, neste ano foram registrados em Goiás 108 casos e 17 mortes. No ano passado, a doença fez 111 pacientes e 10 mortos.
A preocupação de especialistas ganha mais relevância porque a cidade de São Paulo, mais precisamente a região leste, enfrenta um surto da doença. Segundo a SES, Goiás não passa por um quadro grave de meningite, mas a cobertura vacinal abaixo da meta é um sinal de alerta. “A vacina é fundamental para proteger a população. Estar com o cartão atualizado significa estar protegido e aumentar a cobertura vacinal. A meningite é uma doença que pode evoluir rápido, deixar sequelas graves ou ainda matar”, explica o diretor de comunicação da SGP, pediatra Lucas Alvarenga.
No Brasil, a meningite é considerada endêmica, ou seja, a doença é esperada ao longo do ano. A vacina que protege contra a meningite é oferecida pelo Sistema Único de Saúde e faz parte do Programa Nacional de Imunização. “Esse percentual registrado em Goiás precisa subir para que a gente não retorne ao quadro de doenças que já foram erradicadas ou mitigadas”, acrescenta o diretor de comunicação da SGP.
A meningite é transmitida pela via respiratória. Segundo a Organização Mundial de Saúde, em todo o mundo existem 12 sorogrupos de meningite identificados. O mais comum é o tipo C. Febre, vômito, dores muscular e de cabeça, dificuldade para respirar e irritabilidade estão entre os sintomas mais comuns.