Publicado em 03 de junho de 2018 – por Júlia Marques
Eles querem ser pais em tempo integral – o que significa participar dos cuidados com o bebê desde o nascimento. Mas se veem frustrados quando, poucos dias após o parto, precisam voltar ao trabalho. Contra essa situação, movem ações na Justiça pelo direito de estender a licença-paternidade. Decisões recentes concederam até 180 dias de benefício – todas a pais de gêmeos. Em casos menos raros, o pedido é para aumentar de 5 para 20 dias, prazo já aplicado em órgãos federais e algumas empresas.
(…)Já os pediatras recomendam aumentar a presença do pai após o parto. “Esses cinco dias oficiais são irrisórios. São três dias aproximadamente em que a parturiente fica na maternidade e depois só mais dois para o pai em casa”, diz Clóvis Francisco Constantino, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). “Nos primeiros seis meses de vida, que implicam novidade no lar, com a mãe insegura que precisa de apoio, é fundamental a presença do pai durante o máximo período de tempo possível. Utopicamente, o ideal seria que ele permanecesse ao lado da mãe durante um período muito próximo do que ela tem de licença.”