Por Salmo Raskin, presidente do Departamento Científico de Genética da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) – Atualizado em 27 de abril de 2020
Quando nos deparamos com uma doença infecciosa, a princípio pensamos que não há nenhuma relação com a genética. Mas não é bem assim. A recente pandemia pelo “novo” coronavírus (SARS-CoV-2) nos ensina que é muito importante conhecer a genética do vírus e de seus hospedeiros, em especial o humano. Compreender a sequência do genoma de um único indivíduo com o SARS-CoV-2 já é importante, mas a comparação de múltiplos genomas de diferentes pacientes, animais, lugares e em diferentes períodos de tempo, é muito mais informativo.
Conhecendo a genética do coronavírus podemos entender como esta pandemia começou, com que velocidade ele muda seu código genético e como está se propagando mundialmente.