Na data em que é celebrado o Dia Mundial do Diabetes (14 de novembro), a presidente da SGP (Sociedade Goiana de Pediatria), Valéria Granieri, publicou um artigo de opinião no jornal O Popular. O texto trata sobre a incidência da doença entre crianças e adolescentes. Leia o artigo ou acompanhe abaixo o texto na íntegra:
Engana-se quem pensa que o bem-estar deve ser um objetivo apenas de adultos. Ter qualidade de vida, praticar atividade física, ter boa alimentação e dormir bem são prerrogativas para que um ser humano viva bem, inclusive as crianças. Apesar de parecer óbvio, os números mostram que a saúde infantil não é uma obviedade.
O Brasil ocupa o 3º lugar no ranking mundial de diabetes infantil, atrás de Estados Unidos e Índia. Entre crianças e adolescentes, é mais comum a diabetes tipo 1 e 31% desse público pode apresentar complicações como doenças renais, oculares e cardíacas. Esse tipo da doença é registrado quando o próprio sistema imunológico do paciente ataca as células produtoras de insulina e é mais comum na infância, logo o diagnóstico é feito ainda cedo.
O que chama atenção da comunidade médica é que depois da pandemia de coronavírus, houve um aumento de casos de diabetes tipo 1. Existe a possibilidade de que a covid-19 aumente as chances de crianças e adolescentes desenvolverem diabetes. Além disso, houve ainda um aumento de diabetes tipo 2, que ao contrário do tipo 1, está relacionada aos hábitos de vida como dieta inadequada e falta de exercícios físicos.
O isolamento social durante a pandemia desencadeou práticas sedentárias e consumo de alimentos ultraprocessados. É importante destacar que a obesidade infantil pode ser um dos fatores para o desenvolvimento de diabetes.
Neste dia 14 de novembro, Dia Mundial do Diabetes, a Sociedade Goiana de Pediatria reforça a importância da promoção da saúde. Não só de crianças, mas da família. A alimentação rica em nutrientes e a prática de exercícios físicos são ingredientes fundamentais para uma vida saudável. Importante dizer ainda que pais são exemplos para as crianças, por isso, os hábitos em casa podem projetar adultos mais saudáveis.
Valéria Granieri
Presidente da Sociedade Goiana de Pediatria