31/10/2019

 A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) convoca os 25 mil pediatras associados e toda a população a participarem das Consultas Públicas nº 707 e 708, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), sobre as novas rotulagens dos alimentos. Ambas propostas receberão contribuição até o próximo dia 6 de novembro (quarta-feira). 

A Consulta Pública nº 707 trata sobre a proposta de Resolução da Diretoria Colegiada que dispõe sobre a rotulagem nutricional dos alimentos embalados. A de nº 708 dispõe sobre a Instrução Normativa que estabelece os requisitos técnicos para declaração da rotulagem nutricional nos alimentos embalados.

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“É de suma importância que os pediatras participem e divulguem a consulta entre amigos e colegas de profissão. A SBP está empenhada nessa discussão, para que o consumidor tenha uma visão mais clara sobre o produto que está consumindo, a fim de prevenir doenças crônicas como obesidade, diabetes, hipertensão arterial, arteriosclerose, entre outras”, explica a presidente do Departamento Científico de Nutrologia da SBP, dra. Virgínia Weffort.

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PROPOSTA – As propostas trazem novidades, como a declaração de açúcares adicionados na tabela nutricional, discriminando a diferença entre açúcares naturalmente presentes no alimento ou bebida e aqueles que foram adicionados.

Para o modelo de rotulagem nutricional frontal, foi proposto um igual ao que adotado no Canadá, com indicação de alto teor de açúcar adicionado, gordura saturada ou sódio. A identificação é feita a partir da imagem de uma lupa na parte frontal dos rótulos para indicar a presença de alto teor desses ingredientes. Além disso, as tabelas também terão de conter as informações nutricionais por 100 gramas ou 100 ml, além das porções declaradas atualmente.

Segundo dra. Virgínia, o ideal seria que as embalagens viessem com um triângulo preto advertindo sobre o que há em excesso no produto. “Há estudos que comprovam que o uso do triângulo é mais eficaz no alerta aos consumidores. Este é o modelo adotado no Chile, desde 2016. Já o de lupa está ainda em fase de testes no Canadá e não há estudos sobre sua eficácia. Porém, só a mudança na rotulagem não fará a prevenção da obesidade, é preciso conscientizar a população sobre o consumo correto dos alimentos saudáveis”, declara.

LUTA – Nos últimos anos, a SBP tem participado ativamente de reuniões com a Anvisa, o Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) e outras instituições para que os alimentos ganhem uma rotulagem adequada e, assim, o consumidor saiba identificar claramente o que contém em cada produto. 

“A maioria das pessoas não sabe interpretar um rótulo corretamente. Com essa padronização, fica mais fácil para a população em geral, incluindo crianças e adolescentes, identificar produtos com nutrientes que, em excesso, provocam avarias à saúde. Esta mudança dos rótulos é justamente uma tentativa de diminuir o consumo dos alimentos ultraprocessados que estão entre os principais predisponentes para a obesidade, por exemplo”, enfatiza dra. Virgínia. (Com informações da Assessoria de Imprensa da Anvisa e do Idec)

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