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Internacionalização da revista Residência Pediátrica é meta para 2017

SBP em Ação 26/12/2016

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Para dar maior visibilidade e ampliar o número de acessos à revista Residência Pediátrica (RP), os editores da publicação apostam na internacionalização como meta para 2017. A expectativa é da editora-adjunta da revista, dra. Marilene Crispino, que detalhou as perspectivas sobre a RP durante reunião do Conselho Superior, realizada em dezembro, em São Paulo. “O primeiro passo já foi dado com a indexação da revista no Google Acadêmico. Além disso, estamos adequando-a às normas internacionais para outras bases de dados”, explica.

Dra. Marilene contou que o segundo passo para alcançar o cenário internacional foi dar início ao processo de registro da RP no EurekAlert!, site de divulgação de releases sobre artigos e pesquisas científicas. Outra iniciativa em andamento foi em relação ao trabalho do revisor, que fica invisível quando a revista é publicada. “Sabemos que o revisor tem um trabalho árduo, de responsabilidade. Nossa meta é reconhecer esse trabalho, incentivando o registro dos nossos revisores na plataforma Publons, que agrega profissionais do mundo inteiro”, explica a editora-adjunta.

Para a presidente da SBP, dra. Luciana Rodrigues Silva, a Revista Residência Pediátrica é um orgulho para a entidade. Ela recomenda ainda que todos os presidentes de filiadas e preceptores das Residências estimulem a leitura e o envio de novos artigos. “Recomendo aos jovens pediatras a leitura integral da revista e o exercício diuturno de auto-reflexão para que se aperfeiçoem como médicos e como pessoas”, frisa.

INTEGRAÇÃO – A RP também passará a integrar a plataforma Orcid, que dá um identificador único e permanente ao autor e está associada também ao Currículo Lattes. “O Orcid funciona como se fosse o CPF do autor. Tenho cinco nomes e cada vez que publico um artigo, a revista me coloca pelo nome do meio ou pelo último sobrenome. Com isso, a identificação na literatura mundial fica como se fossem de autores diferentes. Com o Orcid isso não ocorre, pois, independentemente da forma como o autor seja citado, será sempre o mesmo autor”, exemplifica.

A editora-adjunta enfatiza ainda que a RP possui uma rede de informações dos seus autores e revisores em nível mundial, o que deve contribuir para internacionalização da revista. “Os drs. Clemax Sant’Anna, editor-científico, e Márcia Alves Galvão, editora-adjunta, por exemplo, já estão cadastrados. Com isso, quem se cadastrar na plataforma poderá interagir com seus pares, uma vez que ela é direcionada para esse grupo de profissionais, dando visibilidade ao trabalho também do revisor e contribuindo para seu crescimento e reconhecimento”.

A filiação da revista Residência Pediátrica à Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC) também incluirá a publicação no sistema Crossirec, que usa o DOID, identificador digital que permite links entre os artigos e matérias de revistas conceituadas.

DESEMPENHO – O crescimento no número de acessos à revista Residência Pediátrica foi outro ponto destacado durante o Conselho Superior. Em cinco anos de existência, teve um aumento de 40% em sua plataforma online. O indicador a coloca em posição de destaque em todo o mundo, dentre publicações de caráter semelhante, voltadas à classe médica.

“Criamos alguns indicadores para avaliar de forma personalizada esse desempenho. Um ponto positivo nessa avaliação é que, mesmo sem alteração no conteúdo, uma vez que uma nova edição sai a cada quatro meses, o número de acessos permanece estável e sempre com tendência a aumentar”, destacou dra. Marilene.

Outro aspecto importante é o número de downloads no site da RP. A cada três acessos, um artigo é baixado. A editora-adjunta conta que, em média, 10 mil downloads são realizados a cada mês. Para ela, “o número de páginas lidas e arquivadas é grande e isso cria um número de acessos que não é computado, já que, uma vez impresso, a pessoa tem o potencial de compartilhar essa informação de forma abrangente”.

O editor-chefe da RP, dr. Clemax Sant’Anna, comemora os bons resultados alcançados pela revista e o interesse dos profissionais da área nos conteúdos produzidos. “Essa comunicação mais rápida e direta está funcionando muito bem, pois nos permite conversar com os leitores e perceber o interesse pela revista, além dos bons comentários dos colegas pediatras de todo o Brasil sobre o conteúdo publicado”, observa.