20/09/2021

Quantos papéis um médico pode desempenhar ao longo da vida? O último episódio do PedTalks, programa online exclusivo da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), recebeu a dra. Themis Reverbel da Silveira – médica fundadora do programa de Transplante de Fígado para Crianças no Hospital de Clínicas de Porto Alegre – para um bate-papo inspirador sobre os vários caminhos possíveis que podem se aliar à profissão. O encontro foi moderado por Carlos Linhares, psicólogo, cientista social e filósofo; e contou com a participação da presidente da SBP, dra. Luciana Rodrigues Silva.

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“A professora Themis é uma pessoa entusiasmada, inteligente, tem uma amplitude mental para aceitar as coisas novas – o que poucas pessoas possuem – e uma carreira magnífica. São uma série de características que se aplicam ao nosso objetivo no PedTalks: proporcionar para os pediatras e as famílias diálogos com pessoas que inspiram”, destacou a presidente da SBP durante a abertura do episódio.

O ponto de partida da conversa foi o início da carreira profissional da dra. Themis e a conciliação dos estudos de medicina com o amor pelo teatro. Ela contou que teve muitas incertezas sobre a profissão, mas após visitar e conhecer hospitais teve convicção do caminho que gostaria de seguir. No entanto, as poucas referências de mulheres na profissão e pequena quantidade de colegas na sala de aula tornaram o processo ainda mais desafiador.

“As profissionais que eu conhecia deram a vida pela medicina. Mas eu não queria isso, queria ser tudo: mãe, mulher e médica. O início do meu caminho na profissão não foi fácil, tinham poucas mulheres. Hoje temos a dra. Luciana ocupando espaços, mas não havia isso antes. Atualmente, não há dúvidas: medicina é para menina, e menina faz o que quer”, afirmou a especialista.

Ainda sobre as dificuldades que as mulheres enfrentam, ela destacou que vem observando uma diminuição cada vez maior no temor do sucesso ou comprometimento com a vida profissional. “Uma mulher não raras vezes abandona a profissão por temer as consequências na vida privada. Nem sempre o preconceito é de fora, as vezes vem de nós mesmas de acharmos que, se dedicamos muito tempo ao trabalho, não somos boas mães ou mulheres. Eu acho que podemos ser tudo!”.

Em seguida, o interesse da especialista por cinema, literatura e teatro foram desenvolvidos no bate-papo. Durante a entrevista, a professora explicou como as experiências fora da medicina, através dos livros e da dramaturgia, proporcionaram uma melhor compreensão e conexão com os pacientes durante as consultas. Ela pontuou ainda que seus múltiplos interesses agregaram não só à rotina médica, mas também como mãe, pesquisadora e professora. 

A transmissão é aberta a toda a população e pode ser vista pelo site da SBP (www.sbp.com.br/lives).

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