18/05/2026

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) participou recentemente do lançamento da iniciativa Unidades Amigas das Adolescências (UAA), uma articulação colaborativa entre o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o Ministério da Saúde e gestores municipais e estaduais. Na oportunidade, a dra. Beatriz Bermudez, membro do Departamento Científico (DC) de Medicina do Adolescente da SBP, representou a instituição em solenidade realizada em Brasília (DF).

“Atualmente, o Brasil já possui mais adolescentes do que crianças, e o pediatra é o especialista responsável pelo acompanhamento dessa população desde a infância à adolescência, faixa etária que compreende dos 10 aos 20 anos incompletos. A SBP conta com o Departamento Científico de Medicina do Adolescente, formado por pediatras que atuam em diversos espaços de cuidado, como unidades de saúde, hospitais e universidades, além de publicar periodicamente documentos científicos em seu site. Também apoiamos as Unidades Amigas das Adolescências e desejamos tê-las em todos os municípios brasileiros”, destacou a dra. Beatriz Bermudez em sua fala na mesa de autoridades.

Em um primeiro momento, explica a pediatra, as UAA serão implementadas em três municípios: Recife, Rio de Janeiro e Manaus, cidades selecionadas por sua relevância estratégica e diversidade de contextos. Essa etapa permitirá testar o modelo em diferentes realidades urbanas, identificar desafios e consolidar soluções adaptáveis a outros territórios.

A SBP foi convidada pela chefe de Saúde e Nutrição do Unicef no Brasil, Luciana Phebo. No evento também estavam representantes do Ministério da Saúde, do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde, os secretários municipais de saúde e adolescentes das três capitais em que a iniciativa será implementada.

IMPLEMENTAÇÃO – A iniciativa busca qualificar unidades de saúde para oferecer um cuidado mais acolhedor, inclusivo, resolutivo e baseado em evidências. A implementação da UAA desenvolve-se como um processo progressivo de mudança, estruturado ao longo de aproximadamente 24 meses. Mais do que uma sequência de etapas, a iniciativa combina um percurso de diagnóstico, planejamento, formação, adaptação contínua dos serviços e certificação da Unidade de Saúde. 

O ponto de partida é o reconhecimento da realidade local, por meio de um diagnóstico participativo, que inclui indicadores e a escuta de adolescentes. Ao longo do ciclo, momentos de monitoramento permitirão revisar estratégias, consolidar avanços e preparar as unidades para a certificação.

Conforme explica a equipe do Unicef, a UAA é sustentada por uma estrutura de governança em diferentes níveis, garantindo consistência técnica e viabilidade de implementação. Além disso, a condução estratégica deverá ser compartilhada com instâncias colegiadas, que incluem representantes de conselhos, especialistas da sociedade civil e adolescentes.

*Com informações das assessorias do Unicef e do CONASS

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