Publicado em 9 de março de 2018 – por Karine Wenzel
Santa Catarina e o país estão distantes das metas estabelecidas pelo Ministério da Saúde para vacinação em gestantes. Por exemplo, a vacina dTpa, que previne contra doenças graves como difteria, tétano e coqueluche, foi aplicada em apenas 38% das pacientes catarinenses no ano passado, mesmo índice nacional. O objetivo é imunizar 95% deste grupo.
Para reverter esse quadro e melhorar a adesão, especialistas acreditam que o caminho passa por informação, principalmente aos profissionais de saúde envolvidos desde os preventivos da mulher até o pré-natal. Por isso foi lançada ontem a campanha “Calendário de vacinação da gestante: Um sucesso de proteção para mãe e filho”, da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).
(…) O presidente do departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria, Renato Kfouri, explica que o recém-nascido precisa esperar alguns meses para tomar a vacina, como é o caso da dose que protege contra a gripe, e que seus anticorpos começam a ser produzidos com mais intensidade por volta dos nove meses de vida. Até lá, essa proteção passada de mãe para filho é essencial. Ou seja, a gestante toma a dose pelos dois:
— Temos que focar nos primeiros mil dias das crianças, porque repercutem na saúde para o resto da vida. E as vacinas das futuras mães estão neste contexto.